Leitura I (anos pares) Jd 17.20b-25
Caríssimos:
Recordai o que vos foi predito
pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Construí o vosso edifício espiritual
sobre o fundamento da vossa fé santíssima.
Orai em união com o Espírito Santo
e conservai-vos no amor de Deus,
esperando na misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo
para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam
e salvai-os, arrancando-os do fogo;
dos outros, compadecei-vos, mas com prudência,
detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda
e apresentar-vos diante da sua glória,
na alegria duma consciência sem mancha,
ao único Deus, nosso Salvador,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
a glória e a majestade, a força e o poder,
antes de todos os séculos, agora e para sempre. Amen.
compreender a palavra
O texto da carta de S. Judas, que diz ser discípulo de Jesus Cristo e irmão de Tiago é a fonte da nossa reflexão. Pretende o apóstolo alertar os cristãos para o perigo da libertinagem em que vivem alguns que negam o Senhor Jesus Cristo. A fidelidade ao ensino dos apóstolos, a comunhão de todos na mesma fé, a oração, a entreajuda na construção da vida cristã, a esperança na misericórdia e no amor de Deus, serão os meios para sobreviver sem se deixar arrastar por falsas doutrinas. Porque alguns se deixaram transviar e outros se encontram em perigo de sucumbir, Tiago pede que se tenha para com eles a determinação e a misericórdia para que regressem ao convívio dos irmãos. O texto termina com uma doxologia que confirma a ação da graça pela qual somos preservados da queda.
meditar a palavra
Alertados pelo apóstolo, também nós procuramos viver a fidelidade à doutrina ensinada pela Igreja, porque os perigos do erro são permanentes e em todos os tempos se levantam vozes contrárias ao evangelho de Jesus Cristo. Não é fácil detetar o erro porque ele se esconde sob a aparência de verdade. Quantas rasteiras nos são apresentadas com o rótulo da misericórdia, da compaixão, da solidariedade, do humanismo. A única forma de nos defendermos da mentira é a familiaridade com o evangelho e o conhecimento de Cristo.
rezar a palavra
Senhor Jesus, abre os meus ouvidos à tua palavra e o meu coração aos teus sentimentos para distinguir a verdade do erro e permanecer fiel a fé que me foi transmitida pelos apóstolos.
compromisso
Quero aprender a aplicar o evangelho às situações da vida.
EVANGELHO Mc 11, 27-33
Naquele tempo,
Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém.
Quando Ele andava no templo,
aproximaram-se os príncipes dos sacerdotes,
os escribas e os anciãos,
que Lhe perguntaram:
«Com que autoridade fazes isto?
Quem Te deu autoridade para o fazeres?».
Jesus respondeu:
«Vou fazer-vos só uma pergunta.
Respondei-Me
e Eu vos direi com que autoridade faço isto.
O batismo de João era do Céu ou dos homens?
Respondei-Me».
Eles começaram a discorrer, dizendo entre si:
«Se dissermos: ‘É do Céu’, Ele dirá:
‘Então porque não acreditastes nele?’.
Vamos dizer-Lhe que é dos homens?».
Mas eles temiam a multidão,
pois todos pensavam que João era realmente um profeta.
Então responderam: «Não sabemos».
Disse-lhes Jesus:
«Também Eu não vos digo com que autoridade faço isto».
compreender a palavra
No dia seguinte, à expulsão dos vendilhões do templo, Jesus, caminha pelo Templo quando surgem os membros do Sinédrio e o interrogam sobre a origem da sua autoridade. Jesus não responde à pergunta, mas faz ele uma pergunta querendo dizer que a sua autoridade é pelo menos igual à deles e pode também perguntar. A pergunta de Jesus é sobre João Batista que eles não reconhecem como enviado de Deus tal como não reconhecem Jesus. Eles não sabem o que responder e Jesus também não lhes diz de onde lhe vem a autoridade com que atua no meio deles.
meditar a palavra
Do mesmo modo que alguns se sentiram no direito de interrogar Jesus sobre a autoridade com que ele atua de modo diferente dos outros, também a nós, seus discípulos nos questionam sobre o porquê de sermos diferentes. A resposta às perguntas está na segurança que temos. Esta segurança vem da autoridade de Jesus, da autoridade com que agiram os doze e os seus sucessores. A nossa autoridade não vem de nós nem de nenhum poderoso deste mundo. A nossa autoridade está em nós porque vem de Deus que nos habita. Perante este poder as autoridades ficam sem saber o que fazer, mostram a sua ignorância e acabam sem argumentos para contestar a autoridade de Jesus. Do mesmo modo acontecerá connosco.
rezar a palavra
Confio, Senhor, que estás em mim e em mim manifestas a tua autoridade, sempre que na minha vida respondo como Jesus. Não estou só nas lutas e nos confrontos de cada dia. Nos embates com a indiferença ou com a perseguição, manifesta-se na minha vida o poder que vem de ti porque na minha fragilidade é mais visível a tua fortaleza.
compromisso
Não vou envergonhar-me diante dos homens, mas, com humildade, deixar que se veja o poder de Deus.






