Autor: aliturgia

Quarta-feira da Oitava da Páscoa

Actos dos Apóstolos 3, 1-10 Naqueles dias, Pedro e João subiam ao templo para a oração das três horas da tarde. Trouxeram então um homem, coxo de nascença, que colocavam todos os dias à porta do templo, chamada Porta Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Ao ver Pedro e João, que iam a entrar no templo, pediu-lhes esmola. Pedro, juntamente com João, olhou fixamente para ele e disse-lhe: «Olha para nós». O coxo olhava atentamente para Pedro e João, esperando receber deles alguma coisa. Pedro disse- lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda». E, tomando-lhe a mão direita, levantou-o. Nesse instante fortaleceram-se-lhe os pés e os tornozelos, levantou-se de um salto, pôs-se de pé e começou a andar; depois entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. Toda a gente o viu caminhar e louvar a Deus e, sabendo que era aquele que costumava estar sentado, a mendigar, à Porta Formosa do templo, ficaram cheios de admiração e assombro pelo que lhe tinha acontecido. Compreender a Palavra A riqueza deste texto é inesgotável. Aqui, os pequenos sinais falam. Subir ao Templo para rezar nas três horas da tarde mostra que os cristãos ainda frequentam o lugar de culto dos judeus, a proximidade de Pedro com João revela que cumprem o mandato...

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Terça-feira da Oitava da Páscoa

Actos dos Apóstolos 2, 36-41 No dia de Pentecostes, disse Pedro aos judeus: «Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel que Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes». Ouvindo isto, sentiram todos o coração trespassado e perguntaram a Pedro e aos outros Apóstolos: «Que havemos de fazer, irmãos?» Pedro respondeu-lhes: «Convertei-vos e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo, porque a promessa desse dom é para vós, para os vossos filhos e para quantos, de longe, ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus». E com muitas outras palavras os persuadia e exortava, dizendo: «Salvai-vos desta geração perversa». Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o Batismo e naquele dia juntaram-se aos discípulos cerca de três mil pessoas. Compreender a Palavra O discurso de Pedro na manhã de Pentecostes abre-se a um diálogo sobre a fé. Trata-se de um questionamento pessoal e coletivo sobre a realidade apresentada, sobre a fé em Jesus a quem Deus constituiu Senhor e Messias. As palavras de Pedro, são essa boa notícia que faz chegar aos ouvidos dos presentes a força e o poder de Deus oferecidos aos homens na pessoa de Jesus e agora continuada nos doze. Ouvindo a palavra, a multidão chegou à fé. Uma fé de perguntas, com...

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Segunda-feira da Oitava da Páscoa

Actos dos Apóstolos 2, 14.22-33 No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao povo: «Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém, compreendei o que está a acontecer e ouvi as minhas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu intermédio, como sabeis. Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio. Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção. Destes-me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa presença’. Irmãos, seja-me permitido falar-vos com toda a liberdade: o patriarca David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra-se ainda hoje entre nós. Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que um descendente do seu sangue havia de...

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DOMINGO DE PÁSCOA

A celebração anual da Morte e Ressurreição do Senhor tem o seu ponto culminante na Vigília pascal, coração da Liturgia cristã, centro do ano litúrgico, a mais antiga, a mais sagrada, a mais rica de todas as celebrações, “a mãe de todas as vigílias”. Nesta noite de vigília em honra do Senhor, os cristãos reúnem-se para celebrarem na esperança e na alegria o grande acontecimento da salvação, pelo qual Jesus, depois do seu aniquilamento voluntário, foi constituído “Filho de Deus em todo o seu poder”, “Senhor da glória”, “Chefe e Salvador”. A Missa do dia de Páscoa deve ser celebrada com grande solenidade. Hoje é a festa das festas, o dia por excelência de Cristo Senhor, em que Ele triunfa das trevas da morte para nunca mais morrer. Neste “dia que o Senhor fez” têm o seu termo, a sua coroação as grandes intervenções de Deus, as suas diversas “páscoas” (passagens) ao longo da história da salvação. Tem início a nova criação, nasce o novo Povo de Deus, a Igreja. Apesar das misérias e sofrimentos da humanidade, os cristão sabem que o nosso mundo tem um destino maravilhosos, o de ser o Reino de Deus. A Páscoa é assim fonte de alegria, de optimismo e de esperança. A 1ª leitura é do Livro dos Actos dos Apóstolos. Diante dos pagãos, em casa do centurião Cornélio, Pedro anuncia: Cristo ressuscitou....

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Vigília Pascal

Mistagogia da Palavra Segundo uma antiquíssima tradição, esta noite deve ser comemorada em honra ado Senhor, e a Vigília que nela se  celebra, em memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, deve considerar-se a “mãe de todas as vigílias”, pois nela a Igreja se mantém de vigília à espera da ressurreição do Senhor e a celebra com os sacramentos da iniciação cristã. Desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, principalmente com uma vigília nocturna. Com efeito, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança, e, por meio do Baptismo e da Confirmação, fomos inseridos no mistério pascal de Cristo: mortos, sepultados e ressuscitados com Ele, com Ele também havemos de reinar. Esta Vigília é também expectativa da vinda do Senhor. A Palavra do Evangelho Diante da Palavra Vem Espírito Santo, prepara a minha vida para que a fé na ressurreição me leve a uma vida ressuscitada com Cristo. Evangelho    Mc 16, 1-7 Depois de passar o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. Diziam umas às outras: «Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?». Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida; e era muito grande. Entrando no sepulcro,...

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Sexta-Feira da Paixão do Senhor

Neste dia em que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”, a Igreja, meditando a Paixão do seu Senhor e adorando a Cruz, comemora o seu nascimento do lado de Cristo e intercede pela salvação do mundo inteiro.       Evangelho: João 18,1-9 Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos. Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos. Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas. Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes: J «A quem buscais?». N Eles responderam-Lhe: R «A Jesus, o Nazareno». N Jesus disse-lhes: J «Sou Eu». N Judas, que O ia entregar, também estava com eles. Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra. Jesus perguntou-lhes novamente: J «A quem buscais?». N Eles responderam: R «A Jesus, o Nazareno». N Disse-lhes Jesus: J «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem». N Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, não perdi nenhum». Compreender a Palavra A Palavra que hoje é proclamada na...

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Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Nesta Missa a Igreja propõe-se comemorar aquela última Ceia, na qual o Senhor Jesus na noite em que ia ser entregue, tendo amado até ao fim os seus que estavam no mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho, os entregou aos Apóstolos para que os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que os oferecessem também. Toda a atenção da alma deve estar orientada para os mistérios que sobretudo nesta Missa são recordados, a saber, a instituição da Eucaristia, a instituição da Ordem sacerdotal e o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna.     Evangelho: Jo 13, 1-15 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a...

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Quarta-feira da Semana Santa

LEITURA I Is 50, 4-9a  O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo. Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido. O meu advogado está perto de mim. Pretende alguém instaurar-me um processo? Compareçamos juntos. Quem é o meu adversário? Que se apresente! O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me? Compreender a Palavra Isaías neste terceiro cântico do servo de Javé, apresenta o servo como alguém que aprendeu a escutar, a falar e a estar atento como fazem os discípulos. Alguém que se preparou para a adversidade capaz de enfrentar os adversários com a confiança de estar bem protegido, bem acompanhado. Aquele que o defende, o Senhor, não o deixará envergonhado ou desiludido. Meditar a Palavra Aplicadas a Jesus estas palavras do servo de Javé introduzem-nos no espírito da Semana Santa. Aproximando-se a hora de ser...

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Terça-feira da Semana Santa

LEITURA I Is 49, 1-6 Terras de Além-Mar, escutai-me; povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento diante do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra». Compreender a Palavra O segundo cântico de Isaías coloca as palavras na boca do próprio servo de Javé. Nas suas palavras reconhece-se como alvo de uma atenção especial por parte de Deus e de uma missão que lhe foi confiada. A missão, porém, não é fácil,...

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