Autor: aliturgia

Domingo III do Tempo Pascal

Mistagogia da Palavra Acreditar, nos tempos que correm, é comprometer-se com Deus, em consciência e nas atitudes pessoais, com os outros, com o mundo e com a vida. Acreditar é viver toda a nossa vida com espírito pascal, ou seja, como ressurreição perene e nascimento constante para a vida nova de Deus; e atrever-se, como os Apóstolos e os primeiros crentes, a realizar a conversão radical, mudando o rumo da nossa vida e dando razões da nossa esperança, apesar de todas as dúvidas, do egoísmo, da injustiça e da indiferença, da vulgaridade e da morte. Porque a conversão, tal como o acreditar é tarefa para todo o tempo, incluindo o pascal. A 1ª leitura é dos Actos dos Apóstolos. Depois de curar o coxo que pedia esmola à porta do templo, Pedro diz à multidão que ali se juntara que o sucedido é obra da fé em Cristo e, portanto, é um sinal evidente de que Jesus está vivo. Contrapõe a obra dos homem e a obra de Deus. Os homens matam o autor da vida, Deus ressuscita e dá a vida. Por fim faz um convite à conversão. Há sempre um anúncio de perdão, é sempre possível recuperar pela força do Espírito do Ressuscitado. A 2ª leitura é da Primeira Epístola de São João. É a boa notícia de que, embora tenhamos obrigação de, com toda a honestidade,...

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Sexta-feira da Semana II do Tempo Pascal

Actos dos Apóstolos 5, 34-42 Naqueles dias, ergueu-se, então, um homem no Sinédrio, um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei, respeitado por todo o povo. Mandou sair os acusados por alguns momentos e, tomando a palavra, disse: «Homens de Israel, tende cuidado com o que ides fazer a esses homens! Nos últimos tempos, apareceu Teudas, que se dizia alguém e ao qual seguiram cerca de quatrocentos homens. Ele foi liquidado e todos os seus partidários foram destroçados e reduzidos a nada. Depois dele, apareceu também Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo atrás dele. Morreu, igualmente, e todos os seus adeptos foram dispersos. E, agora, digo-vos: não vos metais com esses homens, deixai-os. Se o seu empreendimento é dos homens, esta obra acabará por si própria; mas, se vem de Deus, não conseguireis destruí-los, sem correrdes o risco de entrardes em guerra contra Deus.» Concordaram, então, com as suas palavras. Trouxeram novamente os Apóstolos e, depois de os mandarem açoitar, proibiram-lhes de falar no nome de Jesus e libertaram-nos. Quanto a eles, saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria, por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do Nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Boa-Nova de Jesus, o Messias. Compreender a Palavra Lutar contra Deus é inútil e...

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Quinta-feira da Semana II do Tempo Pascal

Actos dos Apóstolos 5, 27-33 Naqueles dias, o comandante do templo e os guardas trouxeram os Apóstolos e fizeram-nos comparecer diante do Sinédrio. O sumo sacerdote interpelou-os, dizendo: «Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». Pedro e os Apóstolos responderam: «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. E nós somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem». Exasperados com esta resposta, decidiram dar-lhes a morte. Compreender a Palavra A decisão final é própria de uma situação descontrolada. O poder tem sempre uma última saída para todos os problemas que é mandar matar quem oferece resistência, quem se impõe pela verdade, quem não se acobarda. Está em jogo uma questão real e uma questão de consciência. As autoridades mandaram matar Jesus e agora não querem assumir a sua responsabilidade. O anúncio feito pelos apóstolos, fala daquele que tendo sido condenado injustamente à morte humilhante da cruz, venceu a morte pelo poder de Deus e está vivo e concede o seu Espírito...

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Quarta-feira da Semana II do Tempo Pascal

Actos dos Apóstolos 5, 17-26 Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os Apóstolos, mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública. Mas, durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes: «Ide apresentar-vos no templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida». Tendo ouvido isto, eles entraram no templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os Apóstolos à cadeia. Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar: «Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro». Ao ouvirem estas palavras, o comandante do templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos. Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no templo a ensinar o povo». Então o comandante do templo foi lá com os guardas e trouxe os Apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de serem apedrejados pelo povo. Compreender a Palavra O anúncio da palavra de Deus que os Atos dos Apóstolos nos relatam mostra o êxito da palavra e como...

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Terça-feira da Semana II do Tempo Pascal

Actos dos Apóstolos 4, 32-37 A multidão dos haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia. Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade. José, um levita natural de Chipre, a quem os Apóstolos chamaram Barnabé – que quer dizer «Filho da Consolação» – possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos Apóstolos. Compreender a Palavra O anúncio da ressurreição do Senhor é feito através da pregação dos apóstolos, mas também da comunhão entre aqueles que abraçam a fé, comunhão bem patente nas palavras dos Atos dos Apóstolos “tinham um só coração e uma só alma”. A vida nova que brota da ressurreição manifesta-se ainda na partilha de bens: “ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum”. Aos pés dos apóstolos tudo mudava de nome, passava de “meu” a “nossos”. São portanto três manifestações da ressurreição, o anúncio, a unidade e a partilha. Meditar a Palavra A vida cristã, anúncio da ressurreição do Senhor, é...

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Anunciação do Senhor, Solenidade (transferida)

Isaías 7, 10-14; 8, 10 Naqueles dias, o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem: «Pede um sinal ao Senhor teu Deus, quer nas profundezas do abismo, quer lá em cima nas alturas». Acaz respondeu: «Não pedirei, não porei o Senhor à prova». Então Isaías disse: «Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será ‘Emanuel’, porque Deus está connosco». Compreender a Palavra Celebra-se hoje a solenidade da Anunciação do Senhor. Acaz rei de Israel é a figura que serve de motivo para a revelação de Deus. O rei vive momentos difíceis de derrota frente aos inimigos, não consegue o apoio da Assíria e está claramente só e sem fé no Senhor, Deus de Israel. Deus, através do profeta, mostra-lhe a sua proteção mas o rei não está voltado para o Senhor. A insistência de Deus vai até às palavras que iniciam este pequeno diálogo: “Pede um sinal ao Senhor teu Deus”. O Senhor está disposto a provar com sinais a sua promessa. Mas o rei, com falsa piedade responde, “não porei o Senhor à prova”. O rei não está interessado na salvação pela fé mas na salvação pelas armas. O profeta, irritado, recorda-lhe...

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Domingo II da Páscoa ou da Divina Misericórdia

Mistagogia da Palavra A celebração da Páscoa continua durante o Tempo Pascal. Os cinquenta dias que se prolongam desde o domingo da Ressurreição até ao domingo do Pentecostes celebram-se na alegria e exultação, como um único dia de festa, melhor, como “um grande domingo”. Jesus ressuscitou no “primeiro dia da semana”. Nesse mesmo dia e oito dias mais tarde, Ele apresentou-Se aos seus discípulos, reunidos, e mostrou-lhes os sinais gloriosos e transmitiu-lhes, com o seu Espírito, os dons pascais, compendiados na paz e na reconciliação. Por isso, bem depressa esse dia foi considerado pelos discípulos o “Dia do Senhor”. Bem depressa o sábado foi substituído por este dia, em que começou a nova criação, se estabeleceu a nova aliança e se realizou a Páscoa definitiva. Dia do Senhor por excelência, o domingo é, portanto, o dia em que a comunidade dos crentes se reúne em volta de Cristo ressuscitado, misteriosamente presente nos sinais da assembleia, da palavra, do sacerdote, do pão e do vinho. Esse encontro semanal com Cristo ressuscitado realiza-se de modo especial na Eucaristia, “memorial da morte do Senhor”. A 1ª leitura é dos Actos dos Apóstolos. É o terceiro dos três sumários sobre a comunidade cristã de Jerusalém. Lucas dá relevo aos traços próprios da comunidade cristã, que aparece como sinal da nova humanidade nascida da Ressurreição. O ideal proposto mantém o seu valor de desafio...

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Sexta-feira da Oitava da Páscoa

Actos dos Apóstolos 4, 1-12 Naqueles dias, estavam Pedro e João a falar ao povo, depois da cura do coxo de nascença, quando surgiram os sacerdotes, o comandante do templo e os saduceus, irritados por eles estarem a ensinar o povo e a anunciar a ressurreição dos mortos que se verificara em Jesus. Apoderaram-se deles e, porque já era tarde, meteram-nos na prisão, até ao dia seguinte. Entretanto, muitos dos que tinham ouvido a palavra de Deus abraçaram a fé e o número de homens elevou-se a uns cinco mil. No dia seguinte, os chefes do povo, os anciãos e os escribas reuniram-se em Jerusalém, com o sumo sacerdote Anás, com Caifás, João e Alexandre, e todos os que eram da família dos príncipes dos sacerdotes. Mandaram vir os Apóstolos à sua presença e começaram a interrogá-los: «Com que poder ou em nome de quem fizestes semelhante coisa?» Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença. Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que...

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Quinta-feira da Oitava da Páscoa

Actos dos Apóstolos 3, 11-26 Naqueles dias, o coxo de nascença que tinha sido curado não largava Pedro e João e todo o povo, cheio de assombro, acorreu para junto deles, ao pórtico de Salomão. Ao ver isto, Pedro falou ao povo, dizendo: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque fitais os olhos em nós, como se fosse pelo nosso próprio poder ou piedade que fizemos andar este homem? O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, o Deus de nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a soltá-lo. Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação dum assassino; matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso. Foi pela fé no seu nome que este homem que vedes e conheceis recuperou as forças; foi a fé que vem de Jesus que o curou completamente, na presença de todos vós. Agora, irmãos, eu sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes. Foi assim que Deus cumpriu o que de antemão tinha anunciado pela boca de todos os Profetas: que o seu Messias havia de padecer. Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados. Assim o Senhor fará que venham os tempos de conforto e vos enviará o Messias Jesus, que de...

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