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Dedicação da Basílica de Latrão

Ezequiel 47, 1-2.8-9.12 Naqueles dias, o Anjo reconduziu-me à entrada do templo. Debaixo do limiar da porta saía água em direção ao Oriente, pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente. As águas corriam da parte inferior, do lado direito do templo, ao sul do altar. O Anjo fez-me sair pela porta setentrional e contornar o templo por fora, até à porta exterior que está voltada para o Oriente. As águas corriam do lado direito. O Anjo disse-me: «Esta água corre para a região oriental, desce para Arabá e entra no mar, para que as suas águas se tornem salubres. Todo o ser vivo que se move na água onde chegar esta torrente terá novo alento e o peixe será mais abundante. Porque aonde esta água chegar, tornar-se-ão sãs as outras águas e haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente. À beira da torrente, nas duas margens, crescerá toda a espécie de árvores de fruto; a sua folhagem não murchará, nem acabarão os seus frutos. Todos os meses darão frutos novos, porque as águas vêm do santuário. Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio». Compreender a Palavra Celebramos hoje a Festa da Dedicação da Basílica de Latrão. A profecia de Ezequiel, sobre a água que corre como um rio, vindo do templo do Senhor e segue até ao mar, lida hoje,...

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Quarta-feira da Semana XXXI do Tempo Comum

Romanos 13, 8-10 Irmãos: Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois, quem ama o próximo cumpre a lei. De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo». A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei. Compreender a Palavra O amor é a plenitude de lei. Não há lei que possa designar-se natural ou divina que não tenha na sua génese e na sua construção o amor. Deixaria de ser divina se não fosse assim. Paulo reforça a ideia do amor como plenitude da lei e convida os cristãos a sentir sempre que não amaram o suficiente “não devais nada… a não ser o amor”. Amar é cumprir a lei, toda a lei, a lei de Moisés, os mandamentos, em todas as circunstâncias da vida e tem o bem do outro como principal objetivo. Meditar a Palavra O amor é o resumo de tudo o que o nosso coração guarda como desejo de plenitude. Sem amor tudo fica vazio e inútil, desinteressante e pobre. O amor traz em si a realização, o cumprimento, a totalidade do ser. Este amor, e não há outro, não pode confundir-se com interesse próprio, com qualquer...

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Terça-feira da Semana XXXI do Tempo Comum

Romanos 12, 5-16ª Irmãos: Nós, que somos muitos, formamos em Cristo um só corpo e somos membros uns dos outros. Mas possuímos dons diferentes, conforme a graça que nos foi dada. Quem tem o dom da profecia, comunique-o em harmonia com a fé; quem tem o dom do ministério, exerça as funções do ministério; quem tem o dom do ensino, ensine; quem tem o dom de exortar, exorte; quem tem a missão de repartir, faça-o com simplicidade; quem preside, faça-o com zelo; quem exerce misericórdia, faça-o com alegria. Seja a vossa caridade sem fingimento. Detestai o mal e aderi ao bem. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno; rivalizai uns com os outros na estima recíproca. Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito; dedicai-vos ao serviço do Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. Acudi com a vossa parte às necessidades dos cristãos; praticai generosamente a hospitalidade. Bendizei aqueles que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram. Vivei em harmonia uns com os outros. Não aspireis às grandezas, mas conformai-vos com o que é humilde. Compreender a Palavra Paulo explica de forma muito interessante a nossa condição cristã. O cristão não é apenas alguém que tem fé, mas alguém que pela fé se integra na comunidade dos crentes gerando, entre todos, uma comunhão...

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Segunda-feira da Semana XXXI do Tempo Comum

LEITURA I Rom 11, 29-36 Irmãos: Os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis. Na verdade, vós fostes outrora desobedientes a Deus e agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência dos judeus. Assim também eles desobedeceram agora, de modo que, devido à misericórdia obtida por vós, também eles alcancem agora misericórdia. Efectivamente, Deus encerrou a todos na desobediência, para usar de misericórdia para com todos. Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos! Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro? Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre. Amen. Compreender a Palavra Deus revela-se ao homem segundo critérios estranhos à sabedoria humana. Primeiro chamou os judeus e fez com eles uma aliança de amor. Depois revelou-se aos gentios anunciando-lhes o evangelho de Jesus Cristo porque os judeus se tinham recusado a aceitar aquele que lhes oferecia a salvação. A desobediência de uns é oportunidade para a salvação de outros. Quando os homens perceberem o que perdem quando rejeitam a misericórdia de Deus revelada em Cristo, todos virão ao encontro do Senhor que a ninguém falta com a sua misericórdia. Meditar a Palavra Paulo revela a condição de todo o homem diante de Deus....

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Sexta-feira da Semana XXX do Tempo Comum

Romanos 9, 1-5 Irmãos: Em Cristo digo a verdade, não minto, e disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo: Sinto uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração. Quisera eu próprio ser anátema, separado de Cristo, para bem dos meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, que são israelitas, a quem pertencem a adoção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas, a quem pertencem os Patriarcas e de quem procede Cristo segundo a carne, Ele que está acima de todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos. Amen. Compreender a Palavra Paulo, consciente da realidade que mostra a salvação de Deus e a resposta do homem, afirma a sua dor pelo facto de serem sempre poucos os que aceitam a oferta de Deus. Parece que Deus não tem muito sucesso na vida e nas opções dos homens. Ele revela-se, dá-se a conhecer de muitos modos na vida e na história dos homens, particularmente ao povo eleito, através dos patriarcas e dos profetas, mas são poucos os que se decidem aceitar a proposta salvífica de Deus. Na plenitude dos tempos revelou-se e salvou os homens em Cristo seu Filho, mas, ainda assim, a resposta do povo eleito foi pequena. Paulo sente tristeza por isso. Deus salva a todos e são poucos, um “resto”, os que aceitam conscientemente esta...

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Comemoração de todos os fiéis defuntos

Job 19, 1.23-27ª Job tomou a palavra e disse: «Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. Revestido da minha pele, estarei de pé; na minha carne verei a Deus. Eu próprio O verei, meus olhos O hão de contemplar». Compreender a Palavra Comemoramos Todos os fiéis defuntos O livro de Job pertence à literatura poética do Antigo Testamento. Trata um assunto importante mas muito sensível que é a pergunta pelo sentido no meio da difícil relação do homem com Deus por causa do sofrimento e da morte. O homem tem dificuldade a encontrar um sentido para o mal e percebe a realidade à luz da recompensa e do merecimento. O autor quer mostrar-nos que Deus tem um olhar diferente sobre a realidade que não passa pela estreita medida da justiça humana. Job é o personagem do livro que, sendo fiel a Deus, se vê caído no sofrimento físico, moral e espiritual. Sente-se nada, mas não perde a esperança. Da sua boca saem as palavras que lemos neste texto usado na liturgia dos fiéis defuntos. Estas palavras têm a força da fé e da esperança conhecidas de todos os que são fiéis como Job: “Eu sei que...

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Todos os Santos

LEITURA I Ap 7, 2-4.9-14  Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro Anjos a quem foi dado o poder de causar dano à terra e ao mar: «Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus». E ouvi o número dos que foram marcados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro». Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus, dizendo: «Amen! A bênção e a glória, a sabedoria e a acção de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen!». Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?». Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis»....

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Terça-feira da Semana XXX do Tempo Comum

Romanos 8, 18-25 Irmãos: Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há de manifestar em nós. Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d’Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo. É em esperança que estamos salvos, pois ver o que se espera não é esperança: quem espera o que já vê? Mas esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança. Compreender a Palavra Filhos de Deus pelo batismo, graças à participação no mistério Pascal de Cristo e pela ação do Espírito Santo em nós, esperamos ansiosamente, diz Paulo, a definitiva e gloriosa libertação do nosso corpo. Trata-se de uma realizada concretizada em Cristo e prometida por ele para todos mas ainda não contemplada pelos nossos olhos, por isso é uma esperança, mas é já salvação para nós, porque é certeza. Desta promessa, desta esperança participa toda a criação, todas...

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Segunda-feira da Semana XXX do Tempo Comum

Romanos 8, 12-17 Irmãos: Já não somos devedores à carne para vivermos segundo a carne. Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis. Porque todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abba, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus. Se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo; Se sofrermos com Ele, também com Ele seremos glorificados. Compreender a Palavra A relação com Deus que experimentam os que foram batizados é uma relação em Cristo pelo Espírito Santo. Esta relação transforma totalmente a realidade existencial do homem porque realiza nele uma nova criação. Aquele que pertence à carne e vive segundo a carne passa a pertencer ao Espírito e a viver segundo o Espírito, embora permaneça na carne. A sua filiação já não é somente carnal, mas é uma filiação divina. São filhos de Deus. Esta é a condição dos homens livres diante de Deus e diante dos homens. O Espírito que receberam não é um espírito de temor ou de escravidão. Tornando-os filhos, liberta-os, a faz deles herdeiros em Cristo porque com ele sofreram e com ele...

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Novembro 2017
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