Mês: Março 2018

Domingo IV do Tempo da Quaresma

Mistagogia da Palavra Deus está sempre à procura do homem. É como se Deus não quisesse permanecer sozinho e houvesse escolhido o homem para ajudá-1’O. Deus permanece fiel ao homem, busca-o em todas as suas fugas, porque o ama como só Deus pode amar, com a força e a ternura de um Pai, que é movido por um amor infinito. Hoje, como ontem, o problema do homem consiste em fugir desse Deus que o busca. É o homem que se esconde e Deus que não Se cansa de segui-lo. A lª leitura é do Segundo Livro das Crónicas. A infidelidade à aliança com Deus leva o povo de Israel à infelicidade: Jerusalém e o Templo são arrasados e o povo levado para o cativeiro de Babilónia. Tudo fruto de não seguir o caminho de Deus. Mas é ainda Deus que o liberta do cativeiro. Nunca será o mal a ter a última palavra, mas o amor de Deus. A 2ª leitura é de S. Paulo aos Efésios. O homem não é capaz de sair da situação de pecado, de se salvar por si. Mas Deus, rico de amor e de misericórdia, intervém para o libertar. Fá-lo ressuscitar com Cristo para uma vida nova. Esta salvação não é concedida ao homem pelos seus méritos, é totalmente gratuita. Mas não se excluem as boas obras, pois, ainda que não salvem por...

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Sexta-feira da Semana III do Tempo da Quaresma

Oseias 14, 2-10 Assim fala o Senhor: «Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus, porque foram os teus pecados que te fizeram cair. Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor e dizei-Lhe: “Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios. Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos ‘Nosso Deus’ à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade”. Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei generosamente, pois a minha ira afastou-se deles. Serei como orvalho para Israel, que florirá como o lírio e lançará raízes como o cedro do Líbano. Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira e a sua fragrância como a do Líbano. Voltarão a sentar-se à minha sombra, farão reviver o trigo; florescerão como a vinha, criarão fama como o vinho do Líbano. Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Sou Eu que o atendo e olho por ele. Sou como o cipreste verdejante: graças a Mim darás muito fruto». Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá entendê-las. Porque são rectos os caminhos do Senhor: por eles caminham os justos e neles tropeçam os pecadores. Compreender a Palavra Oseias torna-se a voz de Deus que chama o povo ao diálogo e ao perdão. Um...

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Quinta-feira da Semana III do Tempo da Quaresma

Jeremias 7, 23-28 Assim fala o Senhor: «Foi isto que ordenei ao meu povo: ‘Escutai a minha voz, e Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo. Segui sempre o caminho que vou indicar-vos e sereis felizes’. Mas eles não ouviram nem prestaram atenção: seguiram as más inclinações do seu coração obstinado, voltaram-Me as costas, em vez de caminharem para Mim. Desde o dia em que os seus pais saíram da terra do Egipto até hoje, enviei-lhes todos os profetas, meus servos, dia após dia, incansavelmente. Mas eles não Me ouviram nem Me prestaram atenção: endureceram a sua cerviz, fizeram pior que seus pais. Se lhes disseres tudo isto, não te escutarão; se chamares por eles, não te responderão. Por isso lhes dirás: Esta é a nação que não ouviu a voz do Senhor seu Deus e não quis aceitar os seus ensinamentos. Perdeu-se a fidelidade, foi eliminada da sua boca». Compreender a Palavra Esta palavra soa como uma flecha atingindo com o seu aguilhão aqueles a quem é dirigida. O profeta, enviado por Deus, constata a recusa do povo em relação à palavra, aos seus preceitos e à sua aliança. Há um compromisso que não foi revogado, uma aliança que perdura: ‘Escutai a minha voz, e Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo. Segui sempre o caminho que vou indicar-vos e...

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Quarta-feira da Semana III do Tempo da Quaresma

Deuteronómio 4, 1.5-9 Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, escuta os preceitos que vos dou a conhecer e põe-nos em prática, para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor, Deus dos vossos pais. Ensinei-vos estas leis e preceitos, conforme o Senhor, meu Deus, me ordenara, a fim de os praticardes na terra de que ides tomar posse. Observai-os e ponde-os em prática, porque eles serão a vossa sabedoria e a vossa prudência aos olhos dos povos, que, ao ouvirem falar de todas estas leis, dirão: ‘Que povo tão sábio e prudente é esta grande nação!’. Qual é, na verdade, a grande nação que tem a divindade tão perto de si como está perto de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que O invocamos? E qual é a grande nação que tem mandamentos e decretos tão justos como esta lei que hoje vos apresento? Mas tende cuidado; prestai atenção para não esquecer tudo quanto viram os vossos olhos, nem o deixeis fugir do pensamento em nenhum dia da vossa vida. Ensinai-o aos vossos filhos e aos filhos dos vossos filhos». Compreender a Palavra Moisés fala ao povo saído do Egito, em nome de Deus, revelando um caminho de sabedoria e de vida. Este caminho tem nos mandamentos um guia orientador e supõe um exercício para adquirir os critérios de vida necessários a uma...

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Terça-feira da Semana III do Tempo da Quaresma

Daniel 3, 25.34-43 Naqueles dias, levantando-se no meio da fornalha ardente, Azarias fez a seguinte oração: «Por amor do vosso nome, Senhor, não nos abandoneis para sempre e não anuleis a vossa aliança. Não nos retireis a vossa misericórdia, por amor de Abraão vosso amigo, de Isaac vosso servo e de Israel vosso santo, aos quais prometestes multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Mas agora, Senhor, tornámo-nos o mais pequeno de todos os povos e somos hoje humilhados em toda a terra, por causa dos nossos pecados. Não temos chefe, nem guia nem profeta, nem holocausto nem sacrifício, nem oblação nem incenso, nem lugar onde apresentar-Vos as primícias para alcançar misericórdia. Mas de coração arrependido e espírito humilhado sejamos por Vós recebidos como se viéssemos com um holocausto de touros e carneiros e milhares de gordos cordeiros. Seja hoje este nosso sacrifício agradável na vossa presença, porque jamais serão confundidos aqueles que em Vós esperam. E agora Vos seguimos de todo o coração, Vos tememos e buscamos o vosso rosto. Não nos deixeis ficar envergonhados, mas tratai-nos segundo a vossa bondade e segundo a abundância da vossa misericórdia. Livrai-nos pelo vosso admirável poder e dai glória, Senhor, ao vosso nome». Compreender a Palavra Estamos diante de uma oração penitencial que tem na base a aliança entre Deus e...

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Segunda-feira da Semana III do Tempo da Quaresma

2 Reis 5, 1-15ª Naqueles dias, Naamã, general dos exércitos do rei da Síria, era tido em grande consideração e estima pelo seu soberano, porque, por seu intermédio, o Senhor tinha dado a vitória à Síria. Mas este homem, valente guerreiro, estava leproso. Ora, numa incursão, os sírios tinham levado uma menina da terra de Israel, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Ela disse à sua senhora: «Se o meu senhor fosse ter com o profeta que vive na Samaria, ele decerto o livraria da lepra». Naamã foi contar ao soberano o que dissera a jovem da terra de Israel. O rei da Síria respondeu-lhe: «Vai, que eu escreverei uma carta ao rei de Israel». Naamã pôs-se a caminho, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa; e entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: «Logo que esta carta te chegar às mãos, ficarás a saber que te envio o meu servo Naamã, para que o livres da sua lepra». Depois de ter lido a carta, o rei de Israel rasgou as vestes, exclamando: «Serei eu um deus que possa dar a morte e a vida, para este me mandar dizer que livre um homem da sua lepra? Reparai e vede como ele procura um pretexto contra mim». Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o...

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Domingo III do Tempo da Quaresma

Mistagogia da Palavra A síntese das leituras bíblicas deste domingo pode formula-se deste modo: o novo templo espiritual constrói-se sobre Cristo, morto e ressuscitado, e fundamento da nova aliança e a nova religião em espírito e verdade, que veio substituir a antiga aliança explanada na lei mosaica. É importante ver a passagem da purificação do templo como automanifestação do mistério da salvação de Cristo. Ele significa a importância da antiga aliança e o fim do culto que encarnava no templo de Jerusalém. Cristo dá lugar a uma aliança e culto novos em espírito e verdade. Um Messias débil e crucificado é precisamente a força e a sabedoria salvadoras de Deus para o mundo. A 1ª leitura é do Livro do Êxodo. É a proclamação do Decálogo, ou seja, dos Mandamentos da lei de Deus. Deus de Israel revela-Se como um Pai que conhece os próprios filhos pelo nome e dialoga com eles, indicando-lhes o caminho do bem e da felicidade. Estes mandamentos, que Jesus aperfeiçoou infundindo-lhes o complemento do amor, são a base da sociedade humana. Não são leis opressivas do homem nem difíceis de praticar, mas caminho proposto por Deus, para que o homem não se deixe escravizar pelas paixões, destruindo a própria vida e a dos outros, mas se torne livre e feliz. A 2ª leitura é da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios. O...

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Sexta-feira da Semana II do Tempo da Quaresma

Genesis 37, 3-4.12-13a.17b-28 Jacob gostava mais de José que dos seus outros filhos, porque ele era o filho da sua velhice; e mandou fazer-lhe uma túnica de mangas compridas. Os irmãos, vendo que o pai o preferia a todos eles, começaram a odiá-lo e não eram capazes de lhe falar com bons modos. Um dia foram para Siquém apascentar os rebanhos do pai. Jacob disse a José: «Os teus irmãos apascentam os rebanhos em Siquém. Vem cá, pois quero mandar-te ir ter com eles». José partiu à procura dos irmãos e encontrou-os em Dotain. Eles viram-no de longe e, antes que chegasse perto, combinaram entre si a sua morte. Disseram uns aos outros: «Aí vem o homem dos sonhos. Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna e depois diremos que um animal feroz o devorou. Veremos então em que vão dar os seus sonhos». Mas Rúben ouviu isto e, querendo livrá-lo das suas mãos, disse: «Não lhe tiremos a vida». Para o livrar das suas mãos e entregá-lo ao pai, Rúben disse aos irmãos: «Não derrameis sangue. Lançai-o nesta cisterna do deserto, mas não levanteis as mãos contra ele». Quando José chegou junto dos irmãos, eles tiraram-lhe a túnica de mangas compridas que trazia, pegaram nele e lançaram-no dentro da cisterna, uma cisterna vazia, sem água. Depois sentaram-se para comer. Mas, erguendo os olhos, viram uma caravana de ismaelitas...

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Quinta-feira da Semana II do Tempo da Quaresma

Jeremias 17, 5-10 Assim fala o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor. Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita. Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos. O coração é o que há de mais astucioso e incorrigível. Quem o pode entender? Posso Eu, que sou o Senhor: penetro os corações, sondo os mais íntimos sentimentos, para retribuir a cada um segundo o seu caminho, conforme o fruto das suas obras». Compreender a Palavra Jeremias experimentou na pele as consequências da astúcia do coração dos homens. Ele sabe que não pode confiar nem na própria família. Saiu-se mal sempre que confiou nos homens. O coração é astucioso e incorrigível e deixa-se cativar pelo mal. Um coração apegado ao mal não tem limites, é capaz de tudo. A confiança deve ser colocada apenas no Senhor. Aquele que confia no Senhor é como uma árvore plantada à beira da...

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