Mês: Março 2018

Quarta-feira da Semana V do Tempo da Quaresma

Dan 3, 14-20.91-92.95 Naqueles dias, Nabucodonosor, rei de Babilónia, disse aos três jovens israelitas: «Será verdade, Sidrac, Misac e Abdénago, que não prestais culto aos meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que mandei levantar? Pois bem. Quando ouvirdes tocar a trombeta, a flauta, a cítara, a harpa, o saltério, a gaita de foles e todos os outros instrumentos, estais dispostos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Se não a quiserdes adorar, sereis imediatamente lançados na fornalha ardente. E qual é o deus que poderá livrar-Vos das minhas mãos?». Sidrac, Misac e Abdénago responderam ao rei Nabucodonosor: «Não é necessário responder-te a propósito disto, ó rei. O nosso Deus, a quem prestamos culto, pode livrar-nos da fornalha ardente e livrar-nos também das tuas mãos. Mas ainda que o não faça, fica sabendo, ó rei, que não prestamos culto aos teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que mandaste levantar». Então Nabucodonosor encheu-se de cólera e alterou o semblante contra Sidrac, Misac e Abdénago. Mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que o costume e ordenou a alguns dos seus mais valentes guerreiros que ligassem Sidrac, Misac e Abdénago e os lançassem na fornalha ardente. Entretanto, o rei Nabucodonosor, sobressaltado, levantou-se precipitadamente e perguntou aos seus conselheiros: «Não é verdade que ligámos e lançámos três homens na fornalha ardente?» Eles responderam: «Certamente, ó rei»....

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Terça-feira da Semana V do Tempo da Quaresma

​​​​​​​Números 21, 4-9 Naqueles dias, os filhos de Israel partiram do monte Hor para o Mar Vermelho, contornando a terra de Edom. No caminho o povo impacientou-se e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável». Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel. O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo. Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado». Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado. Compreender a Palavra Num lugar e momento bem determinados no texto, os israelitas deixam de olhar o mistério de Deus para olhar o mistério do mundo, apesar de só verem deserto. A fome e a sede levam-nos a procurar o alimento onde lhes parece mais visível, numa atitude clara de ingratidão para com Deus e para com Moisés que os libertaram da escravidão do Egito. A fome e...

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S. José, Esposo da Virgem Santa Maria

​​​​​​​2 Samuel 7, 4-5a.12-14a.16 Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo: «Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza. Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. Serei para ele um pai e Ele será para Mim um filho. Compreender a Palavra O texto do segundo livro de Samuel está tirado do contexto particular que relata o desejo que o rei David tem de construir uma casa para o Senhor. O rei edificou uma casa para si mesmo e instalou-se nela. Depois mandou chamar o profeta, Natã e manifestou-lhe o seu desejo, ao qual o profeta anuiu reconhecendo como boa essa intenção. No entanto, o Senhor, falou a Natã nessa noite e recusou a oferta do rei declarando “És tu que me vais construir uma casa?… o Senhor faz hoje saber que será Ele próprio quem edificará uma casa para ti… manterei depois de ti a descendência que nascerá de ti e consolidarei o teu reino”. Este é um texto claramente messiânico. O “descendente que nascerá de ti” é claramente Jesus, filho de Maria e de José. José descendente de David coloca Jesus na linhagem de David. Ele, O...

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Domingo V do Tempo da Quaresma

Mistagogia da Palavra Só faltam sete dias para a Semana Santa. Neste domingo de Quaresma temos de perguntar, com lealdade, como é a nossa aliança com Deus, ou seja,  a atitude religiosa e o consequente comportamento moral de cada um de nós. São autênticos porque se baseiam no amor, são libertadores e gratificantes porque geram alegria e abertura aos outros?  Ou vivemos uma religião triste e egoísta, uma moral externa e baseada no temor, em contradição com a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo. Se  tivermos esta segunda alternativa, precisamos urgentemente de um transplante de coração, um coração novo para uma aliança nova selada com o dom do Espírito. A lª leitura é do profeta Jeremias. Diante das infidelidades do povo de Israel a aliança contraída com Deus, o Profeta anuncia uma nova aliança que Jesus Cristo haveria de estabelecer, na qual vivemos hoje. Não se pode seguir o caminho do sacrifício da vida, como Cristo fez, se não se tem a sua força. Nós recebemos essa força no Baptismo e continuamos a recebê-la nos sacramentos: é o seu Espírito a lei da nova aliança escrita no coração de cada um de nós. A 2ª leitura é da Epístola aos Hebreus. É um convite a seguir o mesmo caminho de Cristo. É um caminho cheio de dificuldades. Ele, porém, percorreu-o antes de nós e, por...

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Sexta-feira da Semana IV do Tempo da Quaresma

Sabedoria 2, 1a.12-22 Dizem os ímpios, pensando erradamente: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas obras. Censura-nos as transgressões da Lei e repreende-nos as faltas de educação. Declara ter o conhecimento de Deus e chama-se a si mesmo filho do Senhor. Tornou-se uma censura viva dos nossos pensamentos e até a sua vista nos é insuportável. A sua vida não é como a dos outros e os seus caminhos são muito diferentes. Somos considerados por ele como escória e afasta-se dos nossos caminhos como de uma coisa impura. Proclama feliz a morte dos justos e gloria-se de ter a Deus como pai. Vejamos se as suas palavras são verdadeiras, observemos o que sucede na sua morte. Porque se o justo é filho de Deus, Deus o protegerá e o livrará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo com ultrajes e torturas, para conhecermos a sua mansidão e apreciarmos a sua paciência. Condenemo-lo à morte infame, porque, segundo diz, Alguém virá socorrê-lo». Assim pensam os ímpios, mas enganam-se, porque a sua malícia os cega. Ignoram os segredos de Deus e não esperam que a santidade seja premiada, nem acreditam que haja recompensa para as almas puras. Compreender a Palavra O livro da sabedoria oferece esta interessante descrição da situação do justo diante do ímpio. Percebe-se que este justo é o Messias, pelo menos assim o lemos...

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Quinta-feira da Semana IV do Tempo da Quaresma

Ex 32, 7-14  Naqueles dias, o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Desce depressa, porque o teu povo, que tiraste da terra do Egipto, corrompeu-se. Não tardaram em desviar-se do caminho que lhes tracei. Fizeram um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: ‘Este é o teu Deus, Israel, aquele que te fez sair da terra do Egipto’». O Senhor disse ainda a Moisés: «Tenho observado este povo: é um povo de dura cerviz. Agora deixa que a minha indignação se inflame contra eles e os destrua. De ti farei uma grande nação». Então Moisés procurou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo: «Por que razão, Senhor, se há-de inflamar a vossa indignação contra o vosso povo, que libertastes da terra do Egipto com tão grande força e mão tão poderosa? Porque hão-de dizer os egípcios: ‘Foi com má intenção que o Senhor os fez sair, para lhes dar a morte nas montanhas e os exterminar da face da terra’? Abandonai o furor da vossa ira e desisti do mal contra o vosso povo. Lembrai-Vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, a quem jurastes pelo vosso nome: ‘Farei a vossa descendência tão numerosa como as estrelas do céu e dar-lhe-ei para sempre em herança toda a terra que vos prometi’». Então o Senhor desistiu do mal com que tinha ameaçado o seu povo. Compreender...

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Quarta-feira da Semana IV do Tempo da Quaresma

Isaías 49, 8-15 Assim fala o Senhor: «No tempo da graça, Eu te ouvi; no dia da salvação, Eu te ajudei. Eu te formei e designei para renovar a aliança do povo, para restaurar a terra e reocupar as herdades devastadas; para dizer aos prisioneiros: ‘Saí para fora’ e àqueles que vivem nas trevas: ‘Vinde para a luz’. Hão-de alimentar-se em todos os caminhos e acharão pastagem em todas as encostas. Não sentirão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles, porque Aquele que tem compaixão deles os guiará e os conduzirá às nascentes da água. De todas as minhas montanhas farei caminhos e as minhas estradas serão niveladas. Ei-los que vêm de longe: uns do Norte e do Poente, outros da terra de Sinim. Rejubilai, ó céus; exulta, ó terra; montes, soltai gritos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo e tem compaixão dos seus pobres. Sião dizia: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim’. Pode a mulher esquecer-se da criança que amamenta e não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Mas ainda que ela o esquecesse, Eu nunca te esquecerei». Compreender a Palavra Isaías apresenta-nos um tempo de graça. Este tempo é tempo de Deus e tempo de salvação. Acontece quando Deus quer mas é resposta à súplica do homem “eu te ouvi… eu te ajudei”. No tempo...

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Terça-feira da Semana IV do Tempo da Quaresma

Ezequiel 47, 1-9.12 Naqueles dias, o Anjo reconduziu-me à entrada do templo. Debaixo do limiar da porta saía água, em direção ao Oriente, pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente. As águas corriam da parte inferior, do lado direito do templo, ao sul do altar. O Anjo fez-me sair pela porta setentrional e contornar o templo por fora, até à porta exterior, que está voltada para o Oriente. As águas corriam do lado direito. Depois saiu na direção do Oriente com uma corda na mão; mediu mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me aos tornozelos. Mediu outros mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me aos joelhos. Mediu ainda mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me à cintura. Por fim, mediu mais mil côvados: era uma torrente que eu não podia atravessar. As águas tinham aumentado até se perder o pé, formando um rio impossível de transpor. Disse-me então o Anjo: «Viste, filho do homem?» E fez-me voltar para a margem da torrente. Quando cheguei, vi nas margens da torrente uma grande quantidade de árvores, de um e outro lado. O Anjo disse-me: «Esta água corre para a região oriental, desce até Arabá e entra no mar, para que as suas águas se tornem salubres. Em toda a parte aonde chegar esta torrente, todo o ser vivo que nela se move terá novo alento...

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Segunda-feira da Semana IV do Tempo da Quaresma

Isaías 65, 17-21 Assim fala o Senhor: «Eu vou criar os novos céus e a nova terra e não mais se recordará o passado, nem voltará de novo ao pensamento. Haverá alegria e felicidade eterna por aquilo que Eu vou criar: vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria. Exultarei por causa de Jerusalém e alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se hão-de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia. Já não haverá ali uma criança que viva só alguns dias, nem um velho que não complete o número dos seus anos, porque o mais novo morrerá centenário e quem não chegar aos cem anos terá incorrido em maldição. Construirão casas e habitarão nelas; plantarão vinhas e comerão os seus frutos». Compreender a Palavra O profeta fala de um tempo novo que vai começar e será como uma nova criação. Deus vai por um fim no tempo e na história e dar início a um novo tempo que será de alegria e júbilo. Acabaram os tempos de instabilidade e incerteza que não deixam as crianças crescer nem os homens chegar aos cem anos, em que não vale a pena construir casa porque será destruída nem plantar a vinha porque não comerão os frutos. Agora o tempo é outro. As crianças têm futuro e os homens viverão até...

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