Domingo VI do Tempo Comum

Mistagogia da Palavra Entre todas as doenças, a lepra era considerada pelos Judeus a que tornava o homem mais impuro, porque, destruindo-o em sua integridade e vitalidade física, era, por excelência, sinal do pecado e da sua gravidade. Como sinal do pecado, colocava o leproso fora da comunidade do povo de Deus. Assim, as curas da lepra, narradas nos Evangelhos tornam-se símbolo da libertação do pecado, sinal e prova do poder de Jesus. Jesus veio anunciar a libertação aos pobres e infelizes. Um dos primeiros milagres foi a cura dum leproso, integrando-o novamente na sua comunidade. Com este gesto, Ele realizou um sinal que tem por objectivo demonstrar como ninguém se deve sentir excluído da família dos filhos de Deus. Sob os diversos elementos da narrativa evangélica, percebe-se nitidamente o dinamismo da confissão-penitência, como se faz hoje na Igreja. A celebração da Penitência é um encontro com Jesus, que cura da lepra do pecado e introduz na comunidade eclesial. A 1ª leitura é do Livro do Levítico. Diz-nos as regras que deviam observar aqueles que contraíam a lepra. Estas disposições podem parecer precauções de ordem higiénica para evitar que outras pessoas pudessem ser contaminadas. Mas a marginalização a que eram votados estes doentes era determinado por outra razão ainda mais importante: os leprosos eram amaldiçoados por Deus por serem julgados responsáveis de graves pecados. No corpo dos leprosos, as...

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