Mês: Dezembro 2017

IMACULDA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA 

Mistagogia da Palavra No contexto litúrgico do Advento celebramos esta solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria. O Advento é, sem dúvida, o lugar litúrgico da devoção mariana, por nele se entender melhor o significado de Maria. Ela mesma é Advento, isto é, expectativa ansiosa do nascimento do Filho de Deus que encarnou em seu seio, conforme as palavras do Anjo na anunciação que lemos no Evangelho. O sentido desta solenidade é: “A Virgem Maria, por graça e privilégio de Deus, Todo-Poderoso, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada e imune de toda a mancha da culpa original, no primeiro instante da sua concepção”. A 1ª leitura é do Livro do Génesis. Depois da sentença que se segue ao pecado do homem, Deus abre o futuro à esperança. É o proto-evangelho, a primeira boa nova: a descendência da mulher vencerá a serpente, o Demónio, o mal, o pecado. A 2ª leitura é da Epistola de S. Paulo aos Efésios. O plano admirável de Deus a respeito dos homens, destruído pela desobediência de Adão e Eva, é restaurado em Cristo. É uma nova criação que n’Ele se inicia. Primícias desta nova criação é Maria, eleita para Mãe do Filho de Deus, por Ele redimida de modo sublime, figura e Mãe da Igreja. A 3ª leitura, o Evangelho, é de S. Lucas. É o...

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Quinta-feira da Semana I do Tempo do Advento

Isaías 26, 1-6  Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger. Abri as portas para que entre um povo justo, um povo que pratica a fidelidade. O seu coração está firme: dar-lhe-eis a paz, porque em Vós tem confiança». Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna. Humilhou os habitantes das alturas, abateu a cidade inacessível, derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo. Ela é calcada aos pés, os pés dos infelizes, os passos dos pobres. Compreender a Palavra Isaías proclama a salvação dos pobres, dos infelizes, dos fracos. Deus vê a miséria do seu povo cativo, subjugado e infeliz em Babilónia e derruba as muralhas dos opressores, das cidades fortes e poderosas, ao mesmo ritmo que ergue as fortificações da cidade santa para proteção do seu povo fiel que coloca nele a sua confiança. Meditar a Palavra Junto do Senhor encontramos a segurança e a proteção necessária contra os nossos inimigos e opressores. Hoje, para além de muitos opressores humanos, sentimos também a opressão interior que nos arrasta para fora de nós, obrigando-nos a viver como em terra estrangeira. É o inimigo mais forte do homem, o pecado, que nos rouba a paz e a harmonia e faz de nós uma terra devastada, um lugar inóspito onde não se pode...

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Quarta-feira da Semana I do Tempo do Advento

Isaías 25, 6-10a  Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte». Compreender a Palavra Com palavras cheias de força, Isaías, compara o encontro definitivo com Deus a um banquete. O convite de Deus e a possibilidade de entrar e deliciar-se com os manjares suculentos e o vinho delicioso, está nas nossas mãos. Deus acolhe na sua casa todos os povos e a todos liberta da tristeza, do sofrimento e da morte, a todos enxuga as lágrimas. Na força das suas palavras salva o homem condenado à desgraça, trazendo-o à vida porque confiaram. Meditar a Palavra Estas palavras de Isaías estão cheias de força. O encontro com Deus, o reino de Deus como dirá Jesus, é como um banquete. Comparar o...

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Terça-feira da Semana I do Tempo do Advento

Isaías 11, 1-10 Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa. Compreender...

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Segunda-feira da Semana I do Tempo do Advento

Isaías 2, 1-5 Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém: Sucederá, nos dias que hão-de vir, que o monte do templo do Senhor se há-de erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há-de vir a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor. Compreender a Palavra Isaías, figura imprescindível do tempo de Advento, é comunicador da promessa de Deus a um povo destroçado pelas consequências do seu pecado. Um “juiz” é o homem novo que pode renovar, transformar, alterar as circunstâncias que se vivem no momento. Este “juiz” será motivo de alegria para os sobreviventes de Israel. Um povo destroçado, espera a glória que lhe vem da parte do Senhor. Os sobreviventes são um pequeno número, “um resto”, como uma insignificância, mas para o Senhor o número não é o mais importante, trata-se...

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Domingo I do Tempo do Advento

Mistagogia da Palavra Neste domingo começa o tempo do Advento, momento forte do ritmo cristão e do ano litúrgico. É a preparação imediata do Natal. Velando em oração, colocamo-nos, pela fé, entre a celebração litúrgica da primeira vinda do Senhor, já realizada, e a esperança da sua vinda definitiva; mas, em atitude dinâmica, trabalhando pelo Reino de Deus neste tempo de graça que é o presente, o agora. Na verdade, o “hoje” da salvação constitui também um perene advento ou vinda do Senhor nos acontecimentos pessoais, familiares, eclesiais e sociais de cada dia. A 1ª leitura é do profeta Isaías. É uma queixa colectiva repassada de esperança. Nela se reconhece que a triste situação do povo é o justo castigo dos seus pecados. Reconhece-se que é impossível voltar para Deus, se o próprio Deus não tomar a iniciativa. Daí a comovente e confiante súplica a Deus para que volte, e volte como pai e redentor. A 2ª leitura é da Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios. Chamados por Deus a participar da vida de Cristo, Filho de Deus, incorporados n’Ele como seus membros, fomos enriquecidos de todos os dons. Mas a nossa fé, para se manter sólida e a nossa vida para se tornar irrepreensível exigem uma atitude de combate. A fidelidade de Deus está assegurada. O Evangelho é segundo S. Marcos. Da parábola do porteiro, que pertence...

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Sexta-feira da Semana XXXIV do Tempo Comum

LEITURA I Dan 7, 2-14 Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros. O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano. Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância». Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano. A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres. Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes. Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se....

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