Mês: Dezembro 2017

Terça-feira da Semana III do Tempo do Advento

Juízes 13, 2-7.24-25a  Naqueles dias, vivia em Soreá um homem da tribo de Dã, chamado Manoé, cuja mulher, sendo estéril, não tinha filhos. O Anjo do Senhor apareceu a essa mulher e disse-lhe: «És estéril e sem filhos, mas conceberás e darás à luz um filho. Agora tem cuidado: não bebas vinho nem outra bebida alcoólica, nem comas nada impuro, porque vais conceber e dar à luz um filho. A navalha não tocará na sua cabeça, porque o menino será consagrado a Deus desde o seio materno e começará a libertar Israel das mãos dos filisteus». A mulher foi dizer ao marido: «Veio ter comigo um homem de Deus. Tinha o aspecto de um Anjo do Senhor, cheio de majestade. Não lhe perguntei donde vinha, nem ele me revelou o seu nome. Mas disse-me: «Conceberás e darás à luz um filho. Agora não bebas vinho nem outra bebida alcoólica e não comas nada impuro, porque o menino será consagrado a Deus desde o seio materno até ao dia da sua morte». A mulher deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor abençoou-o. Compreender a Palavra A liturgia vai buscar a referência milagrosa do nascimento de Sansão para compaginar com a descrição do nascimento de João Batista por causa das semelhanças entre estes dois casos. Efetivamente lê-se na liturgia de hoje...

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Segunda-feira da Semana III do Tempo do Advento

Jeremias 23, 5-8  «Dias virão – diz o Senhor – em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria: há-de exercer no país o direito e a justiça. Nos seus dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: ‘O Senhor é a nossa justiça’. Por isso, dias virão – oráculo do Senhor – em que já não se dirá: ‘Vive o Senhor, que fez sair os filhos de Israel da terra do Egipto’; mas sim ‘Vive o Senhor, que fez sair e regressar os descendentes da casa de Israel da região do norte e de todos os países em que os tinha dispersado, para poderem habitar na sua própria terra’». Compreender a Palavra Jeremias colhe o melhor de uma história e de uma esperança. A história de Israel plasma-se a partir da saída do Egito e configura-se na esperança da libertação definitiva. David é o grande rei porque trouxe a paz ao povo e é da sua descendência que se espera o verdadeiro e definitivo libertador. Esta esperança passa de geração em geração. Jeremias fala desta esperança com palavras proféticas que afirmam a chegada da justiça, da salvação e da segurança pelas mãos de um verdadeiro rei. Com a sua chegada a história de Israel mudará, pois deixará de dizer-se que o senhor nos fez...

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Domingo III do Tempo do Advento

Mistagogia da Palavra A mensagem bíblico-litúrgica de hoje estimula a comunidade eclesial e os seus membros para o seguimento, anúncio e testemunho alegres de Cristo, para que Jesus não seja o grande desconhecido do tempo actual. A alegria proclamada neste terceiro Domingo do Advento não é a alegria superficial e mundana de um Natal já próximo e comercializado habilmente por uma sociedade consumista, mas o facto de saber que Cristo já está no meio de nós, mesmo que O não conheçamos nem testemunhemos suficientemente. O testemunho da alegria cristã é necessário hoje mais do que nunca na nossa sociedade em crise de valores. A única realidade que pode vencer a insatisfação profunda do homem de hoje é o testemunho pessoal e comunitário da alegria e esperança oxigenantes, fundado na fé em Cristo libertador, vivo e presente entre os homens que sofrem por qualquer motivo. A 1ª leitura é do Livro do profeta Isaías. É o anúncio de uma mensagem de paz e de libertação para os infelizes e da misericórdia do Senhor. Jesus anunciará solenemente que essa Escritura se realiza n’Ele. O profeta conclui descrevendo a alegria que goza a comunidade que tem a salvação de Deus. A 2ª leitura é da Primeira Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses. O Apóstolo convida-nos à alegria. Os inquéritos actuais mostram elevadas percentagens de desencanto e desilusão entre jovens e adultos na...

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Sexta-feira da Semana II do Tempo do Advento

Isaías 48, 17-19  Eis o que diz o Senhor, o teu redentor, o Santo de Israel: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir. Se tivesses atendido às minhas ordens, a tua paz seria como um rio e a tua justiça como as ondas do mar. A tua descendência seria como a areia e como os seus grãos a tua posteridade. Nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença». Compreender a Palavra Isaías insiste com o povo até o fazer compreender que a razão dos seus queixumes não está em Deus mas na sua decisão de abandonar os caminhos do Senhor. Deus não abandonou o seu povo. Continua vigiando sobre ele, atento aos seus clamores, mas não é culpado da desgraça em que caíram porque lhes ensina o que é para seu bem e o conduz pelo caminho que deve seguir. ”Se tivesses atendido às minhas ordens… nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença”. Meditar a Palavra Estas palavras de Isaías soam como um apelo de Deus a regressar. Do mesmo modo que deixaste de ouvir a minha voz e seguiste pelo caminho da desobediência que te faz experimentar a sede e a ausência de Deus, agora podes voltar a escutar a voz de Deus que te...

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Quinta-feira da Semana II do Tempo do Advento

Isaías 41, 13-20  «Sou Eu, o Senhor, teu Deus, que te seguro pela mão direita e te digo: ‘Não temas, Eu venho em teu auxílio’. Não temas, pobre verme de Jacob, bichinho de Israel. Eu venho socorrer-te – oráculo do Senhor –, o teu redentor é o Santo de Israel. Eu te converterei em trilho aguçado, novo e bem cortante; calcarás e triturarás os montes e transformarás em palha as colinas. Hás de joeirá-los e o vento os levará, o vendaval os dispersará. Mas tu exultarás no Senhor e te gloriarás no Santo de Israel. Os infelizes e os pobres buscam água e não a encontram e a sua língua está ressequida pela sede. Eu, o Senhor, os atenderei, Eu, o Deus de Israel, não os abandonarei. Farei brotar rios nos montes escalvados e fontes por entre os vales. Transformarei o deserto em lago e a terra seca em nascentes de água. No deserto farei crescer o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; na estepe plantarei o cipreste, o olmo e o pinheiro, para que todos vejam e saibam, considerem e compreendam que a mão do Senhor fez estas coisas, que o Santo de Israel as realizou». Compreender a Palavra Através do profeta, o Senhor insiste com o povo reforçando a promessa da salvação. Facilmente influenciável o povo precisa de uma atenção especial de Deus para não...

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Quarta-feira da Semana II do Tempo do Advento

Isaías 40, 25-31  «A quem Me comparareis que seja semelhante a Mim? – diz o Deus Santo – Erguei os olhos para o alto e olhai. Quem criou estas estrelas? Aquele que as conta e as faz marchar como um exército e as chama a todas pelos seus nomes. Tal é a sua força e tão grande é o seu poder, que nenhuma falta à chamada. Jacob, porque dizes; Israel, porque afirmas: ‘O meu destino está oculto ao Senhor e a minha causa passa despercebida ao meu Deus’? Não o sabes, não o ouvistes dizer? O Senhor é um Deus eterno, criador da terra até aos seus confins. Ele não Se cansa nem Se fatiga e a sua inteligência é insondável. Dá força ao que anda exausto e vigor ao que anda enfraquecido. Os jovens cansam-se e fatigam-se e os adultos tropeçam e vacilam. Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, formam asas como as águias. Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem». Compreender a Palavra Ao longo do caminho, mesmo com a promessa da salvação, é fácil perder a esperança e deixar de confiar. A salvação parece tardar, as dificuldades acumulam-se ao cansaço e o desânimo aparece como a única resposta possível. Deus parece ter-se esquecido do seu povo. Resto o desabafo ‘o meu destino está oculto ao Senhor e a minha causa passa...

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Terça-feira da Semana II do Tempo do Advento

​​​​​​​Is 40, 1-11 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados. Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas. Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou». Uma voz dizia: «Clama». E eu respondi: «Que hei-de clamar?» – «Todo o ser humano é como a erva, toda a sua glória é como a flor do campo. A erva seca e as flores murcham, quando o vento do Senhor sopra sobre elas. A erva seca e as flores murcham, mas a palavra do nosso Deus permanece eternamente» –. Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião; grita com voz forte, arauto de Jerusalém; levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus. O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa. Como um pastor apascentará o seu rebanho e reunirá os animais...

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Segunda-feira da Semana II do Tempo do Advento

Isaías 35, 1-10  Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida, cubra-se de flores como o narciso, exulte com brados de alegria. Ser-lhe-á dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron. Verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus. Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, que vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos». Abrir-se-ão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca transformar-se-á em lago e a terra sequiosa em nascentes de água. No covil dos chacais crescerão canas e juncos. Aí haverá uma estrada, que se chamará «caminho sagrado»; nenhum homem impuro passará por ele e nele os insensatos não se perderão. Nesse caminho não haverá leões, nem andarão por ali animais ferozes. Por ele caminharão os resgatados e voltarão os que tiver libertado o Senhor. Hão-de chegar a Sião com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos. Compreender a Palavra A proposta é de alegria e felicidade eternas. O...

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Domingo II do Tempo do Advento

Mistagogia da Palavra Transcrevo a seguinte oração, que nos dá o sentido da Liturgia deste domingo: «Nós Te damos graças, Senhor, porque o clamor do Advento pelos novos céus e nova terra, em que habita a justiça, se expressa como uma esperança renovada e um optimismo libertador pelos lábios do profeta: “Consolai, consolai o meu povo!”. Uma voz grita: “Preparai no deserto um caminho para o Senhor”, porque a sua glória se revelará e todos os homens a verão. Faz-nos, Senhor, que o fermento do teu reino nos converta em homens e mulheres novos à medida de Jesus Cristo, para que sejamos fermento capaz de transformar, a partir de dentro, as estruturas familiares, laborais, politicas e económicas, possibilitando o nascimento do homem e mundo, novos». (A Palavra de cada Domingo, de B. Caballero). A 1.ª leitura é do profeta Isaías. O profeta convida os Israelitas exilados na Babi1ónia a prepararem-se para acolher o Senhor, que está a chegar para os libertar. A situação de escravatura em que se encontram está a terminar; Deus salvá-los-á, mas é necessário que também eles façam a sua parte, acolhendo esta libertação, atravessando o deserto e iniciando uma nova vida, numa nova terra. A 2.ª leitura é da Segunda Epístola de S. Pedro. Diz-nos que, quando falamos da vinda do Senhor não devemos procurar a data do fim do mundo, mas preocupar-nos em estarmos...

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