Quinta-feira da Semana III do Tempo do Advento

Cânt 2, 8-14  Eis a voz do meu amado! Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas. O meu amado é semelhante a uma gazela ou ao filhinho da corça. Ei-lo detrás do nosso muro, a olhar pela janela, a espreitar através das grades. O meu amado ergue a voz e diz-me: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Já passou o inverno, já se foram e cessaram as chuvas. Desabrocharam as flores sobre a terra; chegou o tempo das canções e já se ouve nos nossos campos a voz da rola. Na figueira começam a brotar os primeiros figos e a vinha em flor exala o seu perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos, ao abrigo das encostas escarpadas, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. A tua voz é suave e o teu rosto é encantador». Compreender a Palavra Usando a simbologia do amor, numa linguagem poética, Deus fala ao seu povo como um enamorado fala à sua amada. Ela vive ainda como se vive no inverno, escondida entre as fendas do medo e da tristeza, não se deu conta do amor que chegou, dos figos que brotam na figueira, das flores dos campos e do canto dos passarinhos. Chegou o tempo novo da vida renovada, do amor, da primavera. Ele, o amado, salta pelos...

Read More