Mês: Dezembro 2017

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

Mistagogia da Palavra Foi no quadro comum de uma família humana que se realizou o mistério da Encarnação, pelo qual Deus feito homem habita entre os homens. A comunidade familiar, nascida da instituição divina que é o Matrimónio, mantém todo o seu valor, apesar das transformações a que está sujeita. Nesta Família tão santa, quer pelas pessoas que a integram, quer pela sua singular missão, quer ainda pelo seu género de vida, têm todas as famílias cristãs um modelo perfeito de amor, de união e de paz. A vida familiar, iluminada e protegida pela Sagrada Família, continuará a modelar os homens à imagem de Cristo e encaminhá-los para a família do Céu. A 1ª leitura é do Livro de Ben-Sirá. O amor para com os pais tem de continuar a ser um dos alicerces da família. Este, amor, feito de dedicação, serviço e auxílio é uma atitude que engrandece o homem. É também a resposta ao amor de Deus. que se prolonga e manifesta através do amor dos pais. A 2ª leitura é de S. Paulo aos Colossenses. No mistério do Povo de Deus, a família é uma célula do Corpo Místico de Cristo. Por isso, a unidade e a harmonia que caracterizam a Igreja, a grande família dos filhos de Deus, deve existir também na “Igreja doméstica”, que é a família. Vivendo este amor, a família vencerá, na...

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Sexta-feira, 5º dia da Oitava do Natal

1 João 2, 3-11  Caríssimos: Nós sabemos que conhecemos Jesus Cristo, se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-lo mas não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Mas se alguém guarda a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos n’Ele. Quem diz que permanece n’Ele deve também proceder como Ele procedeu. Caríssimos, não vos escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. No entanto, é um mandamento novo que vos escrevo – o que é verdadeiro n’Ele e em vós –, porque as trevas estão a passar e já brilha a luz verdadeira. Quem diz que está na luz e odeia o seu irmão ainda se encontra nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não há nele ocasião de pecado. Mas quem odeia o seu irmão encontra-se nas trevas, caminha nas trevas e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos. Compreender a Palavra João recorda uma vez mais que tudo começa na Palavra que escutamos. Escutar a Palavra é acolher o mandamento. Quem conhece Jesus Cristo escuta a sua Palavra, acolhe o seu mandamento. Conhecer Jesus é conhecer o amor e praticá-lo do mesmo jeito que o vemos em prática no próprio Jesus. Pôr...

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Quinta-feira, 4º dia da Oitava do Natal (Santos Inocentes)

​​​​​​​1 João 1, 1-5 – 2, 2  Caríssimos: Esta é a mensagem que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos: Deus é luz e n’Ele não há trevas. Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas se caminharmos na luz, como Ele vive na luz, estamos em comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a maldade. Se dissermos que não pecamos, fazemos d’Ele um mentiroso e a sua palavra não está em nós. Meus filhos, escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro. Compreender a Palavra Celebramos a festa dos Santos Inocentes. No dia em que celebramos a matança dos inocentes por parte de Herodes que quer matar Jesus, João, na primeira carta mostra-nos a realidade do mundo dentro de nós. Assim como vemos no mundo a luz e as trevas, a maldade e a justiça, o...

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Quarta-feira, 3º dia da Oitava do Natal (S. João)

1ª Leitura: 1 Jo 1, 1-4  Caríssimos: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da Vida, é o que nós vos anunciamos. Porque a Vida manifestou-Se e nós vimos e damos testemunho dela. Nós vos anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e nos foi manifestada. Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais também em comunhão connosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. E vos escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa. Compreender a Palavra  Celebramos hoje a festa de S. João Apóstolo e Evangelista. João escreve na sua primeira carta este pequeno conjunto de expressões que mostram a sua própria experiência de fé em Jesus. Aquilo que ele viu e contemplou com os seus próprios olhos e tocou com as suas mãos, não pode calar. O mistério que ele guarda no seu coração é incontrolável anúncio que ele tem que revelar a todos para que todos possam experimentar a mesma comunhão com “o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo” e encontrem a alegria. Meditar a Palavra  No silêncio dos nossos corações, graças ao testemunho dos apóstolos, trazemos como tesouro o mistério de um Deus que se faz...

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Terça-feira, 2º dia da Oitava do Natal (S. Estêvão)

1ª Leitura: Actos 6, 8-10; 7, 54-49  Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Ao ouvirem as suas palavras, estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». Compreender a Palavra Hoje celebramos S. Estêvão, primeiro mártir. Estêvão, o primeiro mártir conhecido, dá a vida pela fé em Jesus. A descrição do seu martírio, feito por Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos, apresenta muitas semelhanças com a morte de Jesus. Estêvão está cheio do Espírito Santo como Jesus, os seus argumentos são imbatíveis e deixam os adversários cheios de raiva como...

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Natal do Senhor

Mistagogia da Palavra O tempo de Natal celebra a vinda de Jesus, o Filho de Deus, e a sua manifestação aos homens. Este tempo litúrgico não pode limitar-se a uma simples comemoração de uma série de acontecimentos. Se o Filho de Deus Se fez homem foi para cumprir na sua Pessoa as promessas divinas de salvação; foi para manifestar a todos os homens o amor do Pai; foi para realizar a Aliança nova e definitiva de Deus com o seu Povo. Temos de viver o tempo do Natal com profunda fé no mistério da presença de Cristo no meio de nós, iniciado com o seu nascimento temporal. Neste tempo litúrgico devemos também empenhar-nos seriamente em estreitar os laços de amor com todos os homens, visto que Cristo veio matar o ódio e proclamar a paz e instaurar entre os homens uma comunhão verdadeiramente fraterna, fazendo de todos os cristãos artífices da paz. MISSA DA MEIA-NOITE A 1ª leitura é do Profeta Isaías. Oito séculos antes do nascimento do Salvador, o profeta Isaías traça o seu retrato e descreve a sua acção libertadora. O Menino que hoje nasce e em que se concentra toda a esperança dos homens é descendente do Rei David, mas é também o Filho de Deus. O reino que Ele virá estabelecer é um reino de justiça e de paz e estender-se-á a todos os homens...

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Sexta-feira da Semana III do Tempo do Advento

1 Samuel 1, 24-28  Naqueles dias, Ana tomou Samuel consigo e, levando um novilho de três anos, três medidas de farinha e um odre de vinho, conduziu-o à casa do Senhor, em Silo. O menino era muito pequeno. Imolaram o novilho e apresentaram o menino a Heli. Ana disse-lhe: «Ouve, meu senhor. Por tua vida, eu sou aquela mulher que esteve aqui orando ao Senhor na tua presença. Eis o menino por quem orei: o Senhor ouviu a minha súplica. Por isso também eu o ofereço para que seja consagrado ao Senhor todos os dias da sua vida». E adoraram o Senhor. Compreender a Palavra A oração feita com fé não fica sem resposta. Deus concede os seus dons àqueles que lhos podem. É assim em muitas circunstâncias no Antigo Testamento e nos nossos dias. São várias as mulheres que se encontram estéreis em si mesmas e suplicam ao Senhor entre lágrimas e lamentações e são ouvidas. Ana, mãe de Samuel, é uma delas. Depois de uma grande prova, viu nos seus braços o filho tão desejado, fruto da sua súplica. Deus concedeu-lhe um filho e ela veio agradecer ao Senhor, trazendo um novilho para o sacrifício e consagrando o seu filho ao serviço do Senhor. Samuel será um grande profeta. Meditar a Palavra Pedir ao Senhor, entre lágrimas e súplicas, é uma atitude nobre, própria do homem. Certo...

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Quinta-feira da Semana III do Tempo do Advento

Cânt 2, 8-14  Eis a voz do meu amado! Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas. O meu amado é semelhante a uma gazela ou ao filhinho da corça. Ei-lo detrás do nosso muro, a olhar pela janela, a espreitar através das grades. O meu amado ergue a voz e diz-me: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Já passou o inverno, já se foram e cessaram as chuvas. Desabrocharam as flores sobre a terra; chegou o tempo das canções e já se ouve nos nossos campos a voz da rola. Na figueira começam a brotar os primeiros figos e a vinha em flor exala o seu perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos, ao abrigo das encostas escarpadas, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. A tua voz é suave e o teu rosto é encantador». Compreender a Palavra Usando a simbologia do amor, numa linguagem poética, Deus fala ao seu povo como um enamorado fala à sua amada. Ela vive ainda como se vive no inverno, escondida entre as fendas do medo e da tristeza, não se deu conta do amor que chegou, dos figos que brotam na figueira, das flores dos campos e do canto dos passarinhos. Chegou o tempo novo da vida renovada, do amor, da primavera. Ele, o amado, salta pelos...

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Quarta-feira da Semana III do Tempo do Advento

Is 7, 10-14  Naqueles dias, o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem: «Pede um sinal ao Senhor teu Deus, quer nas profundezas do abismo, quer lá em cima nas alturas». Acaz respondeu: «Não pedirei, não porei o Senhor à prova». Então Isaías disse: «Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel». Compreender a Palavra Deus envia o profeta a Acaz para que este, perante a possibilidade de ser devastado pelos inimigos, peça um sinal. O rei, cheio de si e querendo mostrar-se forte, sendo descrente mas mostrando-se crente, responde numa evasiva dizendo “não porei o Senhor à prova”. Na verdade, não confia no Senhor, só confia em si e nas suas forças. Mas Deus não se deixa vencer e promete-lhe um sinal: “a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel”. Meditar a Palavra Quantas vezes tomamos a atitude de Acaz? Somos cobardes, pequenos e incapazes mas não queremos pedir ajuda a ninguém, fechamo-nos na nossa casca endurecida para levarmos os fardos da nossa vida como um peso cada vez mais opressor, mas não pedimos nem aos outros nem a Deus. O Senhor manda-nos pedir...

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