Vários na igualdade

Se o “eu” e o “tu” permanecem bem distintos no amor, desaparece, em compensação, o “meu” e o “teu”. “Tudo o que é meu é teu”. Num casal unido tudo se partilha.

 

“O Pai ama o Filho e entregou tudo nas suas mãos”, diz Jesus (Jo 3,35). Na ùltima Ceia, ele sabe que o Pai colocou tudo nas suas mãos (13,3) e afirma: “Tudo o que o Pai tem é meu” (16,15).


“Tudo o que o Pai tem” é essencialmente a natureza divina. O Pai é a fonte da divindade: plenitude jorrando, é Pai na medida em que dá ao Filho tudo o que está em si mesmo.


Mas tudo o que está nele é Amor; O Pai é puro ato de Amor. Por isso, toda a riqueza do ser Pai é transbordada eternamente para o Filho. O Pai é na medida em que dá, em que transborda totalmente e o Filho é na medida em que, por sua vez, dá tudo o que recebe do Pai, àquele de quem o recebe.


“A única natureza divina é, portanto, diversificada consoante o título em que é possuída por cada uma das Pessoas. Assim Deus é Amor, e este amor que Deus é, é um dom gratuito dado ao Filho e é também dom gratuito recebido pelo filho (acolhido) e tporna a ser dom gratuito dado pelo Filho ao Pai e dom gratuito acolhido pelo Pai enquanto lhe vem do Filho.


E o Espírito Santo?
Veremos amanhã…

 

 

Adptado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos.