O mestre e a lei

Jesus apresenta-se frequentemente, e em público, como mestre da Lei de Moisés, que é a Lei de Deus… Jesus nunca pôs em causa a Lei do Sábado, mas fez críticas às interpretações legalistas que a tornavam impossível de cumprir e conduziam a uma visão negativa de Deus.

 

O Levítico (cap 11 s), multiplica as leis da pureza e da impureza. Jesus rejeita esta visão exterior dizendo: "O que torna o homem impuro é o que sai do seu coração".

 

No Sermão da Montanha, em Mt 5, seis vezes se repete a fórmula: "Foi dito aos antigos (isto é, por Moisés, em nome de Deus)… Eu porém digo-vos". Jesus apresenta-se como mestre da Lei de Deus, da Palavra de Deus. Ele, o humilde, o pobre, "o santo de Deus", aquele que "ninguém pode acusar de pecado", ou é blasfemador, ou é louco, ou é Deus. Ora, para os seus discípulo, é claro que ele não é nem louco nem blasfemador.