Jesus de Nazará, o homem

“Jesus de Nazaré, Homem acreditado por Deus junto de vós, … este (homem), vós o matastes, cravando-o na cruz…”. É Pedro quem “de pé com os Onze” assim fala no dia de Pentecostes.
“Jesus de Nazaré, o homem…”

 

Jesus era um nome próprio, muito usado pelos judeus. Havia muitos homens chamados “Jesus”. O nome tinha sempre um significado e “Jesus” significa “Deus salva”. Dar a um filho o nome de Jesus tinha por detrás uma esperança em Deus salvador de Israel.

 

José, ao pôr ao filho de Maria nascido em Belém, o nome de Jesus, não o faz por outra razão senão como obediência ao mandto divino que lhe foi revelado em sonho e que explicava o sentido do nome: “ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,20-21). Maria e José, a quem tinha sido revelada a origem divina de Jesus, viram sempre naquele menino a presença salvadora de Deus. Os seus contemporâneos, porém, não viam mais do que um Jesus entre muitos outros. Chamavam-no Jesus de Nazaré, como distinção em relação a outros com o mesmo nome, mas com vidas diferentes.

 

“Jesus de Nazaré” é antes de mais, um judeu bem conhecido de todos, a quem o povo interpelava e seguia, simpático para uns, enigmático para outros. Jesus é o nome da sua humanidade histórica. Uma humanidade simples, humilde, quotidiana, de aldeia, num país sem grande importância, num tempo de ocupação militar, numa família humilde, numa casa de Nazaré.

 

Adaptação de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos