Uma moral

O autor de Génesis quer dizer a todos que:

Estamos em casa: somos responsáveis pela criação, devemos protegê-la: é o lugar onde os homens habitam. Aqui tudo se partilha porque é de todos. Fomos criados com capacidade para trabalhar, podemos e devemos melhorar a criação, as condições da nossa casa comum. O trabalho ajuda o homem a ser homem e, mesmo quando é difícil e não apetece, não pode ser entendido como um castigo. Trata-se de uma vocação.

 

Devemos respeitar o mundo. Danificar, dilapidar, poluir a terra é um grave pecado contra Deus e contra os outros. Não temos alternativa para esta terra que habitamos.

 

Há uma identidade radical e uma igual dignidade entre o homem e a mulher. A criação do homem e da mulher mostram que não vivemos sós, nem para nós mesmos. Há um "eu" e um "tu" e realizamos-nos na relação com o outro.

 

Somos capazes de escolhas e opções e somos chamados a fazê-las diariamente. A escolha fundamental tem um confronto com a vontade de Deus. A obediência é uma decisão pessoal. Cada um pode decidir desobedecer. As escolhas implicam ganhos e perdas. Decidir da vontade de Deus é decidir entre a vida e a morte. Há decisões que conduzem à vida e outras que conduzem à morte. Sabemos bem que assim é, mas podemos fingir não saber.

 

As decisões são minhas. Os que existiram antes de nós decidiram bem ou mal. Mas, hoje, a decisão é minha e não depende da decisão de mais ninguém. Acolhemos o outro e acolhemos Deus ou rejeitamos o outro e rejeitamos Deus.

 

 

Adaptação de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos