Pai todo-poderoso

Ao revelar que Deus é Pai, a Bíblia e o Evangelho, mostram-nos um Deus despojado da sua majestade. Podemos chamar a Deus “Pai bom”, não por dizer, mas por ser verdade: “Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos” (1Jo 3.1). Esta afirmação é, por si só, motivo para transbordarmos de alegria.

 

No “Credo” dizemos que Deus Pai é Todo-poderoso. Que quer dizer isto? Será que este Pai é diferente dos outros e em vez de manifestar a sua ternura manifesta o seu poder? Quando éramos crianças e o nosso pai nos pegava nos braços levantando-nos até ao teto, sentíamos a sua força e considerávamo-lo todo-poderoso, o maior e mais forte de todos. A força dos seus braços não nos assustava, pelo contrário, dáva-nos a segurança da proteção que, na nossa fragilidade, necessitávamos.

 

O “Credo” não é para crianças, é para adultos e, por isso, ao falarmos de Deus e da sua omnipotência, podemos deixar-nos cair no medo. Deus, porém, não pretende que os seus atributos nos esmaguem e impeçam de nos aproximarmos dele. Deus apresenta-se, antes de mais, como Pai. Todos os outros atributos são manifestação do seu amor e da sua ternura e assim os devemos entender. Deus é o Pai Todo-poderoso no amor.

 

 

Adaptação de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos