Pai de cada homem e de todo o homem

Entretanto, Deus, o grande pedagogo, ainda só levantou uma ponta do véu do mistério infinito da sua paternidade: através da história do Antigo Testamento, apenas se revelou como Pai de um pequeno grupo – Israel.

 

Ora, ele é Pai de todos os povos, de todos os homens; ele é Pai de cada homem, de todo o homem, seja qual for a sua raça e o seu pecado… É esta a revelação do Evangelho.

Assim, Deus, este Pai que “está nos céus” conhece-me pessoalmente, pelo meu nome, e eu conto com ele (céu, não significa um lugar onde Deus está, ou se esconde. Não há “um lugar”… estas palavras significam “o nosso Pai que é Deus”).

 

Este “Pai que é Deus” ocupa-se de cada homem como se fosse seu filho único:

“Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E, no entanto, nenhum deles cai por terra sem consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até mesmo os vossos cabelos foram todos contados. Não tenhais medo, pois valeis mais do que muitos passarinhos” (Mt 10,19-31).

 

Por isso, a inquietação com a casa, a comida, a roupa, não são preocupações de um filho de Deus. A previdência, o trabalho, são evidentemente coisas necessárias. Mas a inquietação, isso não:

“De facto, são os pagãos quem anda à procura dessas coisas; o vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas… Não vos preocupeis com o dia de amanhã… a cada dia bastam as suas preocupações” (Mt 6,32-34).

 

 

Adaptação de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos