Pai de todos e de cada um

Pai de Israel

“Deus Pai todo-poderoso” disse o seu nome na sarça ardente. Mas, onde foram buscar os Apóstolos este nome para o colocar no Credo? Abrindo a Bíblia que é a experiência de um povo e o Evangelho que é a experiência dos Apóstolos encontraremos esse Deus permanentemente em atitude de Pai, no meio dos seus filhos.

 

Aquele Deus do Sinai é, ao longo da história, aquele que Teresa de Lisieux, gostava de chamar “Papá bom Deus”.

 

Desde Abraão que Israel foi crescendo como nação. Desde Moisés, Israel sabe que Deus Pai está no meio do seu povo; graças ao seu nome pode tomá-lo pela mão.

 

O que deve ser sublinhado é que, o Deus Pai, não se deixa levar por “conversa fiada” junto dos seus, não vai em paternalismos vazios. Ele chama-se “Eu estou aí” e os seus comprovam a sua presença, a sua ação nos acontecimentos. Em primeiro lugar, Deus age. Só depois é que vai falar para que compreendam quem ele é.

 

“Não é ele, porventura, o teu pai que te criou, que te formou e consolidou? ... Esqueceste a Deus que te criou.” (Dt 32,6.18).

 

Por isso, ao longo da história atormentada, Israel sabe a quem dirigir a sua súplica antes de sucumbir totalmente:

“Onde estão o vosso zelo e a vossa força, a ternura das vossas entranhas e a vossa misericórdia? Não fiqueis insensivel porque sois nosso pai… Vós, Senhor, sois nosso pai; Redentor, desde todos os tempos, é o vosso nome” (Is 63, 15-16).

 

E a confiança deste Israel incorrigível terá sempre a última palavra:

“Mas é Israel para mim um filho tão querido, filhinho de carícias? Com efeito, basta-me falar dele ou mesmo lembrar-me, para que se me comovam por ele as entranhas, sinto deveras compaixão dele, diz o Senhor” (Jr 31, 20).

 

 

Adaptado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos