Pôr-lhe-ás o nome de Jesus

Passaram-se os séculos, durante os quais Israel invoca a Deus como “Iahweh”, esquece “Iahweh” – Eu sou – para adorar “os que não são”, volta para “Iahweh”, louva “Iahweh” que faz maravilhas… é como um adolescente na relação com o pai.

 

E eis que, quando chegou a plenitude dos tempos, um Menino anunciado, esperado há séculos, vai nascer em Belém. Uma mensagem de Iahweh vem anunciar a José: “Tu lhe porás o nome de Jesus (que significa: Deus salva), pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21).


Ora, esse Jesus proclamará um dia:
“Se não acreditardes que “Eu sou” morrereis nos vossos pecados… Quando o Filho do homem for elevado da terra, então, sabereis que “Eu sou”…” (Jo 8,24.28).


Deste modo Jesus apresenta-se como o lugar onde Deus se revela aos homens, já não com palavras que podem confundir, mas como alguém em carne e osso, Deus encarnado, que pode ser abandonado, visto e tocado. “Deus connosco”: “Emanuel… Por isso, prestes a morrer e a ressuscitar, Jesus irá resumir a sua missão nestas palavras: “Pai, manifestei o teu nome aos homens” (Jo 17,6).


O Senhor Jesus, apresenta-se como o nome verdadeiro e vivo de Deus. Foi nele que Deus realmente se tornou “a Pessoa”, Aquele com quem nos podemos encontrar, Aquele por quem podemos chamar. Por ele, Deus torna-se um de nós.

 


• Adpatado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos