Alguém que está presente

Alguns pensaram que Deus quando disse “Eu sou Aquele que sou” estava a dar uma definição de si mesmo, como podemos encontrar nos dicionários: “Deus é um Ser”, “o Ser absoluto que subsiste em si”. Os comentadores da Escritura são unânimes em recusar esta possibilidade.

 

O nome aqui revelado não é uma definição nem pretende sê-lo. Trata-se de um nome próprio, o nome de “Alguém que está presente”, Alguém com quem nos podemos encontrar, muito diferente das divindades abstratas que conheciam os povos antigos que se confundiam com as forças da natureza e com as necessidades humanas.


Trata-se de um nome de presença, de proximidade, de saudação: “Estou aí”… estou ao vosso dispor e podeis ver-me em ação; Estou aqui perto de vós e não vos abandono. Estou convosco nas circunstâncias da vossa história. Estou aí e podeis apoiar-vos em mim.”


Por fim, é um nome que significa fidelidade: “Estou aí agora, sempre e para sempre, enquanto a multidão dos pequenos deuses dos vossos vizinhos pagãos vão passando e desaparecendo, como bonecos de teatro. Estou aí nas coisas de cada dia. “Eu sou” o primeiro e serei ainda no fim com os últimos. “Eu não deixo de ser e nunca deixarei de estar”.

 


Adaptado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos