Deus é um dos nossos

Precisamos de refletir sobre o mistério do nome.

 

Que é um nome? Que entendemos do facto de Deus nos dar a conhecer o seu nome?

 

Dar um nome a um objeto qualquer ou a alguém é muito diferente de “definir” esse objeto ou esse alguém. Quando se combinou dar um determinado nome a um lugar, a uma flor, a um monte, pode-se falar deles, tem-se domínio sobre eles. Assim a Bíblia nos mostra Adão tomando posse das plantas e dos animais impondo-lhes um nome. Para as pessoas, o nome é essencialmente questão de relação: desde que eu conheça o nome de uma pessoa poderei chamar por ela, interpelá-la, escrever-lhe uma carta, travar relações com ela. Para mim, ela não é mais que um desconhecido, um número.
Se Deus se nomeia, é em primeiro lugar, para situar-se no meio de nós como Alguém, como um Deus pessoal: “Eu fulano de tal”.


Em segundo lugar, é para permitir aos homens que o nomeiem: para se entregar assim a eles, a fim de que possam chamar por ele. Procedendo desta forma, torna-se um do grupo, um dos nossos, podendo-se falar dele, abordá-lo, pedir-lhe; está aí ao nosso dispor.
Quem poderia suspeitar desta proximidade do nosso Deus?

 

 

Adpatado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens