O nome do teu Pai?

Durante seiscentos anos os descendentes de Abraão tornam-se um grande povo. Um povo que agora é escravo no Egito.


Deus vai revelar-se mais profundamente. Vai dizer o seu nome e aplicar um grande golpe. As duas coisas ao mesmo tempo. Um gesto para gravar o nome para sempre no coração do homem e um nome associado a um acontecimento grandioso.

 

Deus aproximou-se de Moisés num dia em que ele apascentava o rebanho do sogro no deserto do Sinai. Do meio de uma sarça toda em chama, Deus chama-o e diz-lhe:
“Eu sou o Deus de teu pai: o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob… vi a aflição de meu povo no Egito e ouvi o clamor que lhe arrancam os seus opressores… desci para o libertar. Agora, vai…
Moisés acabou por perguntar: vou apresentar-me aos filhos de Israel e digo-lhes: O Deus dos vossos pais enviou-me a vós. Mas se me perguntarem “como se chama?” Que lhes direi?


- “Sou Aquele que sou”, disse Deus. E acrescentou: “Assim falarás aos filhos de Israel: “Eu sou” mandou-me a vós… Esse é o meu nome eternamente e essa é a minha identidade pelos séculos” (Ex3).
É a revelação do nome de “Iahweh” – “Eu sou”. Este é um passo importantíssimo em que o homem inicia uma amizade familiar, o momento em que o Outro se apresenta: “Chamo-me fulano, daqui em diante tu sabes como eu me chamo; podes chamar por mim; é só chamar”.

 

 

Adpatado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos