Deus está vivo

É no Deus vivo que devemos crer. O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacob, o Deus de Jesus Cristo.

Ora, o Deus da revelação é um Deus vivo. Não é um astro imóvel, uma ideia fixa no céu da filosofia. É um Deus que mexe – a vida consiste no movimento – um Deus de ontem, de hoje e que continua amanhã. Um Deus histórico que caminha connosco na nossa história, no meio de nós, sobre a terra. Se cedermos à tentação de afastar Deus para um lugar distante a que chamamos céu; se, ao chamá-lo transcendente, o situamos fora do mundo e longe da história, a nossa fé será rejeitada como uma ideologia: uma teimosia de um grupo sem qualquer objetivo. O homem de hoje não espera que o definam a ele mesmo ou que lhe definam Deus em termos abstratos – “o homem é composto de um corpo e de uma alma”; “Deus é um espírito puríssimo” – o homem reclama que lhe digam para onde vai a história, se a vida tem um significado, um sentido. O homem do século XXI só tem ouvidos e coração para uma Igreja, para um Deus, em ação no mundo que passa e no qual se passa alguma coisa.

 

Ora Deus revelou-se como um Deus que está aí, que atua no meio dos homens, que se envolve na história e no destino do homem.

 

Atenção! Não como um génio todo-poderoso que vem mudar a realidade com a sua magia. Trata-se de um ser supremo que está onde estão os homens, no meio dos homens, transformando-os livremente em unidade fraterna, guiando-os livremente no caminho para a salvação. Ele não está em outro lugar. Não existe outro lugar. Não existe lá em cima. Existe apenas “Deus connosco” Emanuel.

 

A intervenção máxima e única realmente importante, na história dos homens, é Jesus Cristo. Jesus é esse lugar onde Deus está e se encontra connosco. Por isso é que Jesus é o único que nos pode dar a conhecer verdadeiramente a Deus. Esse Deus que Jesus nos revela, esse Deus imprevisível e desconcertante, é nesse Deus que nós acreditamos, é ele que devemos anunciar aos outros, ao mundo.


Adpatado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos