Mas Deus é mistério

Deus é um mistério. “Deus é um espírito puríssimo, infinitamente perfeito, eterno, omnipotente, criador e soberano, senhor de todas as coisas”, diziam os nossos catecismos. Essas palavras, não as entendíamos. Elas, nada podiam dizer, a não ser que Deus é mistério.

 

Se uma simples pessoa humana – a noiva, a esposa, o filho – é um imenso mistério, como é que Deus não há de ser um mistério. Havemos de respeitar Deus a ponto de não o querer entender como entendemos um poema ou uma história. Sempre que julgamos a Deus “porque fez isto? porque permitiu aquilo?” estamos a cometer o pecado da idolatria, porque pomos Deus ao nosso nível e assim, já não é o verdadeiro Deus.

 

É verdade que não é por usarmos palavras técnicas que respeitamos mais a Deus, porque todas as palavras revelam a pequenez dos nossos pensamentos e os pensamentos de Deus estão para além dos nossos. Não podemos é querer justificar Deus nem acusá-lo por questões menores que não falam do que Ele é. A forma de pensar Deus, que encontramos na filosofia, mostra bem como são atrofiados os nossos pensamentos.

 

Ninguém se apaixona por uma imagem desfocada que não revela o que a pessoa é. Ninguém se apaixona por uma ideia filosófica por mais verdadeira que seja. Apaixonamo-nos pela pessoa e a pessoa é mais do que a sua imagem.

 

 

Adpatção de : Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos