Viver é amar; amar é morrer

"Salvar a vida" é viver com Cristo da própria vida de Deus. Essa vida eterna já começou, é para já… mas experimentamos o sofrimento e a morte.

 

Pois, para Deus, viver é amar e amar é sair de si mesmo, esquecer-se, sacrificar-se, apagar-se, negar-se pelos outros. A morte é esse apagamento total de si, portanto, é o total dom do amor. A morte pelos outros é o único testemunho irrecusável de um amor sem egoísmo. Também Deus morre por amor pelo homem. E o homem é convidado a morrer de amor por Deus e pelos irmãos. Tal é o amor infinito, pois "ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos" (Jo 15,13).

 

 

Mas o nosso amor não é infinito! Não é infinito nem puro. Nenhum de nós consegue amar sem amar-se a si mesmo. A cruz é-nos oferecida como um fogo purificador: "O sofrimento é o único instrumento da nossa purificação, o meio pelo qual ninguém se guarda no próprio egoísmo. O amor obtém-se pela cruz. A purificação no sofrimento implica um apagamento de tudo o que impede o verdadeiro amor. Para que Deus possa ser total em nós. O sofrimento não é, portanto, um mal menor, um acidente de percurso, é o caminho para chegar ao verdadeiro amor.

 

 

Para quem crê, longe de ser uma ausência de Deus, é uma presença de amor: "Eu sou a verdadeira vide, diz Jesus, e meu Pai é o agricultor. Todo o ramo que em mim não produz fruto ele corta-o, e todo o que produz fruto ele o poda para que produza mais fruto ainda" (Jo 15,1s).

 

 

Se o sofrimento é um mistério, o amor também o é, ainda maior… e quem recusaria o amor?

 

 

 

Adptado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos.