Ressuscitou

"A vida de Jersus tem dois lados distintos, o da cruz e o da glorificação. "A cruz não teria qualquer sentido se fosse cruz de um Deus morto. A ressurreição é o fruto do madeiro, qual árvore do paraíso, da cruz. Árvore do conhecimento de Deus. Foi a cruz que nos permitiu conhecer a Deus até aos limites, saber até onde ela era capaz de ir: até à ressurreição." (P. Talec).

 

Quando falamos da cruz temos que falar imediatamente da ressurreição, embora não seja fácil contemplar um e outro lado da mesma moeda. Olhar para um lado não nos pode fazer esquecer o outro.

 

 

A cruz sem glória foi, durante muito tempo, um caminho doloroso da piedade cristã que terminava no túmulo. Felizmente, conseguimos vencer, pelo menos em parte, uma visão da vida cristã assente fundamentalmente no sofrimento, como ainda diz o povo "o que mais custa é o que Deus agradece". Uma piedade de lamentações e dores suportadas até ao limite como única via para Deus. Também acontece, por vezes, a pretenção de uma piedade sem cruz. Esta tentação já existia no tempo de S. Paulo. Ele diz: Há muitos de quem já vos tenho falado, e agora falo a chorar, que são inimigos da cruz de Cristo, o seu fim é a destruição, o seu deus é o ventre, a sua glória está no que é vergonhoso, e os seus pensamentos nas coisas deste mundo" (Fp 3,18s).

 

 

Hoje ainda persistem esta duas tentações: homens que apenas encontram um Cristo crucificado, morto e outros que ignoram a cruz porque pensam a vida a partir do comodismo das sociedades modernas.

 

 

 

Adptado de: Rey-Mermet, A fé explicada aos jovens e adultos.