Ano Litúrgico
 
Via Sacra é Jesus

Meditação da Via Sacra.

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Dia 3 de Janeiro

EVANGELHO Jo 1, 29-34
No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu este testemunho, dizendo: «Eu vi o Espírito Santo descer do céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

 

 
O Santoral

O culto à Virgem Maria e aos Santos – o Santoral

Ainda que de forma muito breve, impõe-se uma referência ao culto dos santos em geral e à Virgem Maria em particular. Historicamente o culto dos mártires, concretizado em festas inscritas no calendário, é anterior ao culto mariano, pelo que adoptamos essa sequência do aparecimento histórico das festas.

 
O Tempo comum

“Tempo comum”, “Tempo ordinário” ou “Tempo durante o ano” são três designações para o período de cerca de dois terços de todo o ano litúrgico (33 ou 34 semanas) e que tem como característica própria celebrar o mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão desse mesmo mistério de Cristo.

 
Ciclo da manifestação do Senhor

Natal – Epifania – Tempo do Natal

Inicialmente o Natal e a Epifania, constituíam uma única festa, celebrada em datas diferentes (25 de Janeiro no Ocidente; 6 de Janeiro no Oriente), mas com o mesmo conteúdo: a encarnação do Verbo de Deus. A distinção entre as duas festas e a adopção de conteúdos diferenciados verifica-se em finais do séc. IV e início do séc. V.

 
O Ciclo Pascal

Tríduo Pascal

As NGALC apresentam o Tríduo Pascal da seguinte forma:

18. O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico, porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal, pelo qual, morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando restaurou a vida. A proeminência que na semana tem o domingo tem-na no ano litúrgico a solenidade da Páscoa.

19. O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor inicia-se com a Missa da Ceia do Senhor, tem o seu centro na Vigília Pascal e termina nas Vésperas do Domingo da Ressurreição.

 
O Domingo

O Domingo é um dos valores fundamentais da comunidade cristã, pois nele se concentram, como num sacramento semanal, a centralidade de Cristo e da sua Páscoa, a experiência comunitária da Igreja, a celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia. A sua origem remonta ao período apostólico e está na origem do Ano Litúrgico, sendo como que um seu “resumo semanal”. 

 
O Calendário litúrgico

Chama-se “Calendário” ao sistema que organiza e distribui as divisões do tempo de acordo com um princípio não só cósmico, mas também significativo. O “calendário litúrgico” é, pois, o sistema que coordena os tempos da celebração estabelecidos pela liturgia. É uma estrutura organizativa, ao serviço da celebração do mistério de Cristo e da obra da redenção no ciclo anual (cf. SC 102-104). A liturgia romana, como toda a sociedade ocidental, segue o chamado calendário juliano (estabelecido por Júlio César no ano 45 a.C.), com a reforma realizada em 1582 por Gregório XIII (daí a designação de calendário gregoriano).

 
O Ano Litúrgico

O Ano litúrgico apresenta-se com uma estrutura fundamental de todo o edifício cultual cristão. Não se trata de uma acção pontual ou de um conjunto de celebrações pontuais: todas as celebrações litúrgicas são, de algum modo, “marcadas” pelo tempo litúrgico em que se realizam, pelo momento do Ano litúrgico em que acontecem. Isto é particularmente evidente na celebração eucarística e na Liturgia das Horas.