Eucaristia
 
Teologia da Eucaristia

Nesta reflexão teológica sobre a Eucaristia, encontramos três conceitos-chave: memorial, sacrifício e banquete sagrado, como refere de forma sintética a Instrução Eucharisticum Mysterium: “A Missa, ou Ceia do Senhor, é ao mesmo tempo e inseparavelmente: sacrifício, no qual se perpetua o sacrifício da cruz; memorial da morte e da ressurreição do Senhor que disse: «Fazei isto em memória de mim» (Lc 22, 19); banquete sagrado no qual, pela comunhão no Corpo e Sangue do Senhor, o povo de Deus participa nos bens do sacrifício pascal” (n.º 3: EDREL 2496; cf. SC 6 e 47). 

 
A celebração

O Concílio Vaticano II determinou a reforma da Liturgia, em geral, dedicando especial atenção à reforma da celebração da Eucaristia. O Missal Romano conheceu recentemente a 3ª edição típica. 

 
Da última ceia à actual forma da celebração eucarística

Do tempo dos Apóstolos ao século III

            Para as primeiras gerações cristãs, o contexto da refeição foi de grande importância para a compreensão e celebração da Eucaristia.

 
A Eucaristia no Novo Testamento

Categorias religioso-culturais prévias

            Os primeiros cristãos eram judeus, tal como o próprio Jesus Cristo. A sua sensibilidade religiosa tinha uma “gramática” própria do seu povo, preparada pela pedagogia do Antigo Testamento. Ora foi essa a linguagem usada por Jesus para anunciar a Boa Nova e para instituir os sacramentos. E foi com essa “gramática” que as suas palavras e gestos foram interpretados pelos seus primeiros discípulos. O reconhecimento deste facto obriga, pois, a recuperar algumas das categorias veterotestamentárias fundamentais, que podem iluminar a compreensão dos relatos da instituição da Eucaristia. As categorias que aqui referiremos são: a refeição em contexto religioso, o memorial e a Páscoa.

 
A Eucaristia

A Eucaristia é “fonte e centro de toda a vida cristã” (LG 11; Catecismo 1324). É o sacramento dos sacramentos. A Eucaristia é o sacramento que nos faz participar de forma mais plena na obra redentora de Cristo, como afirma o Vaticano II, na Constituição sobre a Liturgia: “O nosso Salvador instituiu na última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da Cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da futura glória” (SC 47). E a Instrução Eucharisticum Mysterium afirma que é na Eucaristia que “se encontra o ponto mais alto, ao mesmo tempo da acção pela qual Deus, em Cristo santifica o mundo, e do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo, e, por Ele, ao Pai” (n.º 6).